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Sérvia rejeita oferta da UE sobre minoria do Kosovo

Governo sérvio não reconhece independência autoproclamada em 2008

Por Da Redação - 8 abr 2013, 17h57

A Sérvia rejeitou nesta segunda-feira a oferta da União Europeia para um acordo sobre a autonomia para a minoria sérvia do Kosovo, território que declarou sua independência unilateral com apoio dos Estados Unidos e da maior parte da União Europeia em 2008. O primeiro-ministro Ivica Daic, principal negociador por parte de Belgrado, disse que a oferta “não resultaria em uma solução definitiva e sustentável”.

“O governo sérvio não pode aceitar os princípios apresentados de forma oral à equipe negociadora de Belgrado porque não há garantias de segurança, de permanência e de proteção dos direitos humanos dos sérvios no Kosovo”, disse.

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O governo sérvio não reconhece a independência autoproclamada da maioria albano-kosovar em 2008. Desta forma, a minoria étnica sérvia rejeita a autoridade do governo de Pristina, capital do Kosovo.

O governo kosovar lamentou, claro, a rejeição do acordo, afirmando que o objetivo era “garantir a paz, a estabilidade e a europeização da região”. Em nota oficial, afirma que Pristina “continua acreditando que o diálogo é a única solução, e permanece comprometido com este processo”, afirma o texto.Pristina “continua acreditando que o diálogo é a única solução, e permanece comprometido com este processo”.

A União Europeia aponta como principal condição para entrada da Sérvia na comunidade a aceitação da oferta por Belgrado. No entanto, os países europeus disseram que a comunidade europeia se retiraria da mediação do conflito, após a rodada de negociações com Belgrado encerrada há uma semana. No total, foram oito rodadas de negociação ao longo dos últimos seis meses, envolvendo Dacic e o primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, sob mediação da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton.

Por isso, a rejeição da oferta deverá resultar em uma estagnação no processo de integração. Por outro lado, de acordo com analistas sérvios, a aceitação da proposta poderia causar descontentamento nos setores mais nacionalistas do país.

(Com agência EFE)

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