Clique e assine a partir de 8,90/mês

Separatistas ucranianos aceitam cessar-fogo temporário

Trégua, que vale só até sexta-feira, foi anunciada após movimento similar do governo ucraniano. União Europeia proíbe importação de produtos da Crimeia

Por Da Redação - 23 jun 2014, 18h16

Separatistas pró-Rússia anunciaram nesta segunda-feira que vão observar um cessar-fogo até a próxima sexta. A manifestação ocorre depois de uma decisão semelhante do governo da Ucrânia. “Em resposta ao cessar-fogo declarado por Kiev, nós nos comprometemos também com uma trégua de nossa parte que terminará em 27 de junho”, afirmou Alexander Borodai, um dos chefes separatistas na região de Donetsk, citado pela agência de notícias russa Itar-Tass.

Na semana passada, o presidente Petro Poroshenko declarou um cessar-fogo unilateral como parte de um plano de paz que tem a intenção de acabar com o conflito promovido pelos separatistas nas regiões de Donetsk e Lugansk. Os rebeldes declararam independência em maio, o que não foi reconhecido pelas autoridades de Kiev. Desde então, choques violentos entre os militares ucranianos e separatistas resultaram na morte de centenas de pessoas.

Leia também:

Rússia anuncia corte do fornecimento de gás à Ucrânia

Mais de 300 pessoas morreram nas últimas 24 horas no leste da Ucrânia

EUA sinalizam novas sanções contra a Rússia

Continua após a publicidade

O plano de Poroshenko, que prevê o desarmamento dos rebeldes e também algumas concessões com o intuito de agradar a minoria russa do leste do país, foi inicialmente criticado pelo governo Moscou, patrocinador dos separatistas. No final de semana, no entanto, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que vai endossar o plano, embora tenha advertido que ele tenha que incluir mais abertura para negociações com os rebeldes.

Os separatistas, contudo, afirmam que não vão se desarmar até que as tropas ucranianas deixem o leste do país. Os militantes ainda controlam prédios do governo regional. A promessa de trégua foi feita depois de uma reunião que contou com a participação de representantes de Lugansk, de Viktor Medvedchuk, opositor do governo de Kiev próximo a Putin e do embaixador russo Mikhail Zubarov. Também estiveram presentes o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma e mediadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Crimeia – Enquanto seguem os conflitos e negociações no leste do país, chanceleres da União Europeia decidiram proibir as importações de produtos da Crimeia, a região do sul da Ucrânia que foi anexada pela Rússia em março. Os 28 países-membros da UE também anunciaram a proibição de “serviços financeiros e seguros vinculados a essas importações”.

Ao reiterar a condenação à “anexação ilegal” da península, os ministros das Relações Exteriores do bloco europeu afirmaram que mercadorias originárias da Crimeia ou do porto de Sebastopol não podem ser importadas, mas ressaltaram que o veto perde a validade se os produtos forem certificados pelo governo de Kiev.

A UE e os Estados Unidos impuseram sanções a russos e ucranianos ligados à anexação da Crimeia ou que tenham contribuído para a desestabilização da Ucrânia. Estas sanções incluem a proibição de vistos e o congelamento de bens na Europa e nos EUA.

(Com agências Reuters e France-Presse)

Continua após a publicidade
Publicidade