Clique e assine a partir de 9,90/mês

Separatistas retiram armamentos pesados e combates diminuem

Há quase dois dias que o leste ucraniano não registra nenhuma morte. Milícias dizem ter retirado 250 peças de armamentos pesados; Kiev fala em pouco mais de duas dezenas

Por Da Redação - 27 fev 2015, 08h01

O comando das milícias pró-russas da região de Donetsk assegurou nesta sexta-feira que retirou 250 peças de armamento pesado das linhas de combate, em cumprimento dos acordos de Minsk para o fim do conflito no leste da Ucrânia. Kiev, porém, afirma que apenas 24 unidades de armamentos pesados foram retiradas pelos separatistas. Apesar da discrepância, o fato é que os combates intensos cessaram e a região já está mais calma; há quase dois dias não há nenhuma morte, registram as agências internacionais de notícias.

O subchefe das milícias da autoproclamada República Popular de Donetsk, Eduard Basurin, acrescentou que durante a jornada de hoje as milícias devem afastar outras dezesseis peças de armamentos pesados – tanques, lança mísseis, baterias antiaéreas e outros artefatos de artilharia que utilizam munição explosiva ou de grosso calibre. Segundo a agência russa Interfax, as milícias retiraram hoje quatro plataformas de lançamento de mísseis de bocas múltiplas. No entanto, o número dois no comando das tropas separatistas advertiu que o armamento pesado permanecerá nos setores onde existe a ameaça de que os combates sejam retomados, em particular na região do aeroporto de Donetsk. “Ali, nas últimas 24 horas houve cerca de 20 tiroteios”, explicou Basurin.

Leia também

Moscou mente ‘na minha cara’ sobre Ucrânia, diz Kerry

Continua após a publicidade

Ucrânia confirma libertação de 139 soldados em troca com rebeldes

O Mistério de Defesa da Ucrânia declarou que as tropas do país continuarão nesta sexta a retirada de seu armamento pesado da linha de separação de forças na região do conflito, no leste do país. Sergei Galushko, porta-voz da pasta, lembrou que as forças ucranianas começaram ontem a retirada de seu armamento pesado em cumprimento do acordo de Minsk para o fim pacífico do conflito na regiões orientais do país, que em quase 11 meses matou 6.000 pessoas, segundo dados da ONU. Galushko ressaltou que as forças ucranianas mantêm soldados suficientes na primeira linha da frente para defender suas posições no caso de as milícias separatistas pró-russas descumprirem o acordo de cessar-fogo.

Saiba mais

Os próximos passos de Vladimir Putin

Continua após a publicidade

Riscos – O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse nesta sexta-feira que uma “ameaça militar do leste” ainda permanece apesar do progresso do acordo de paz fechado entre as forças do governo e os separatistas pró-Rússia. “Mesmo sob o cenário mais otimista, a ameaça militar do leste, infelizmente, permanece”, disse, referindo-se indiretamente à Rússia, em discurso televisionado feito em uma universidade.

(Da redação de VEJA.com)

Publicidade