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Senadores republicanos pedem redução do pacote de socorro econômico

Em uma carta, dez parlamentares norte-americanos sugerem que Joe Biden diminua valor do auxílio de 1400 para 1000 dólares, entre outras medidas

Por Jana Sampaio Atualizado em 31 jan 2021, 17h53 - Publicado em 31 jan 2021, 17h33

Em uma carta endereçada ao democrata Joe Biden, dez senadores republicanos pedem que o presidente dos Estados Unidos reduza o pacote de socorro econômico contra os efeitos da pandemia da Covid-19. Os parlamentares propõem que, em vez de 1,9 trilhão de dólares, o plano de resgate seja de 600 bilhões de dólares (três vezes menos). Segundo os políticos, essa seria uma maneira de o projeto de lei receber apoio bipartidário no Senado.

A proposta apresentada pelos dez republicanos inclui algumas das disposições de Biden, mas reduziria outras, como a diminuição de 1400 para 1000 dólares por mês. Para aprovar um pacote pelo processo legislativo regular, Biden precisaria de 60 votos no Senado. Caso recue em seu projeto inicial e aceite a proposta dos dez senadores, Biden poderá perder apoio democrata na Casa.

Se rejeitar o novo plano proposto pelos republicanos, que tem rejeitado o projeto de lei de Biden, os democratas poderão aprovar um projeto por conta própria usando a reconciliação orçamentária, que requer maioria simples no Senado. Esse será o primeiro teste para o presidente democrata, que afirmou que irá trabalhar para amenizar a polarização entre os partidos.

Um conselheiro econômico da Casa Branca indicou disposição de discutir as ideias dos senadores republicanos, mas afirmou que o presidente não aceitará recuar na necessidade de uma lei aplicável para tratar da crise sanitária e das consequências ao benefício.

A proposta de Biden inclui 160 bilhões de dólares para vacinas e testes, 170 bilhões de dólares para escolas e universidades e 14000 dólares para auxílios individuais. “A chave para obter amplas oportunidades de emprego é cessar qualquer atraso (na aprovação do pacote)”, disse Jared Bernstein, membro do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, na Fox News domingo.

(Com Reuters)

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