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Senadores filipinos pedem impeachment de Duterte por assassinatos

O presidente se gabou por matar supostos criminosos nas ruas da cidade de Davao quando era prefeito

Por Da redação 15 dez 2016, 10h51

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, corre risco de impeachment por ter admitido que matou criminosos “pessoalmente” quando era prefeito da cidade de Davao, disseram dois senadores filipinos. O polêmico líder contou nesta semana que costumava patrulhar as ruas “procurando problemas” e assassinava supostos transgressores para servir de exemplo a jovens policiais.

A senadora Leila de Lima, crítica ferrenha de Duterte, disse que a confissão do presidente pode justificar a sua retirada do poder. “Isso é traição da confiança pública e constitui crime grave, porque assassinatos em massa certamente entram na categoria de crime grave. E crimes graves são motivo para impeachment pela constituição”, afirmou Leila à rede CNN, nesta quinta-feira.

O senador Richard Gordon, que preside o Comitê de Justiça do Senado, também comentou que Duterte se expôs a possíveis procedimentos de impeachment após suas afirmações controversas. “Quando ele diz isso, está se expondo, então qual é o caminho legal? É ir adiante e impedi-lo”, afirmou Gordon aos repórteres, acrescentando que não ficou surpreso com a declaração.

Os aliados de Duterte no Congresso, por outro lado, desafiaram os opositores do presidente a apresentarem uma moção de impedimento, dizendo que retirá-lo através de um processo político é uma questão numérica. Há menos de cinquenta parlamentares oposicionistas na câmara baixa do Congresso, que tem 292 cadeiras. Seria necessário ter um terço dos votos para iniciar o afastamento de um presidente filipino, o que ainda precisaria ser confirmado por dois terços do Senado.

Mais de 2.000 pessoas foram mortas pela polícia em operações contra as drogas desde que Duterte se tornou presidente, em julho. Quase todas foram baleadas ao resistir à prisão. Outras três mil mortes estão sendo investigadas e podem ter sido conduzidas por vigilantes, incentivados pelo governo.

(Com Reuters)

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