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Senador processa Obama e é acusado de roubar ação

Rand Paul, do Partido Republicano, deu entrada a processo que responsabiliza presidente por violar a Constituição americana no caso da espionagem da NSA

Por Da Redação 13 fev 2014, 02h23

O senador americano Rand Paul, do Partido Republicano, entrou nesta quarta-feira com uma ação na Justiça contra o presidente Barack Obama e as principais autoridades do setor de inteligência do governo dos Estados Unidos. Com crescente popularidade no movimento conservador Tea Party, Paul acusa Obama de violar a Constituição americana ao permitir que a NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, colete os registros telefônicos de milhões de cidadãos do país como parte de seu programa de espionagem.

A ação pede que um juiz federal interrompa a coleta de dados obtidos pela NSA e determine a destruição daqueles em poder do governo, argumentando que o programa viola o direito à privacidade, protegido pela legislação americana.

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Mas a manobra de Rand Paul, político do Estado de Kentucky visto como potencial candidato à Presidência em 2016, corre o risco de se voltar contra o próprio senador. Tudo porque o veterano advogado Bruce Fein, que trabalhou no governo de Ronald Reagan, acusou Paul de roubar seu trabalho junto com o advogado Ken Cuccinelli, que assina a petição.

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Segundo Fein, o enredo da mais nova intriga política da capital Washington começa em dezembro do ano passado, quando ele começou a colaborar com Rand Paul no projeto de uma ação judicial com objetivo de declarar o programa de espionagem da NSA inconstitucional. Mas quando o senador protocolou a ação nesta quarta, ela estava assinada por Cuccinelli, em nome da organização FreedomWorks, que figura como coautora no processo.

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“Ken Cuccinelli roubou a ação”, afirmou ao jornal The Washington Post Mattie Fein, porta-voz e ex-mulher do advogado Bruce Fein. Rand Paul, ela acrescentou, “já enfrenta denúncias de plágio (o senador copiou trechos de discursos, apontam críticos) e agora tem um advogado que toma o trabalho dos outros”.

Ação coletiva – A FreedomWorks, uma organização sem fins lucrativos de filosofia libertária, tem um programa político que se alinha com o do Tea Party – o movimento defende um governo que interfira o mínimo possível na iniciativa privada e cobre menos impostos.

Paul disse querer que o processo se torne um caso de ação coletiva em nome de cada americano que usou um telefone nos últimos cinco anos – potencialmente, centenas de milhões de pessoas – e chegue até a Suprema Corte.

“Nós achamos que pode bem ser a maior ação coletiva já apresentada em nome da Declaração de Direitos”, declarou ele em entrevista nas escadas da Corte Federal em Washington.

(Com Reuters)

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