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Senado da Itália autoriza processo contra Salvini

Líder da extrema direita é acusado de 'abuso de poder e sequestro de pessoas' por impedir desembarque de migrantes resgatados no mar

Por Da Redação 12 fev 2020, 12h45

O Senado da Itália votou nesta quarta-feira, 12, a favor do início de um processo contra Matteo Salvini, ex-ministro do Interior e líder do partido Liga Norte, por impedir o desembarque de mais de 100 imigrantes resgatados no Mar Mediterrâneo em território italiano.

Salvini é acusado pela Justiça da Catania, na Sicília, de “abuso de poder e sequestro de pessoas”, um crime punível com pena de até 15 anos de prisão e que o impediria de ocupar cargos públicos.

O Senado tinha a opção de conceder imunidade parlamentar de Salvini ou deixar o julgamento seguir. Os senadores da Liga, partido do líder da extrema direita, deixaram o plenário no momento da decisão e não participaram da votação.

O ex-ministro do Interior, que aplicou uma política rígida contra a imigração, com a qual conseguiu se tornou um dos líderes mais populares da península, considera justa a medida que envolveu o fechamento dos portos e o bloqueio de migrantes que arriscam suas vidas atravessando o Mediterrâneo.

  • Em julho do ano passado, Salvini impediu que 116 imigrantes desembarcassem na Itália por quase uma semana, enquanto estavam a bordo de um navio da Guarda Costeira. Então ministro do Interior de um governo formado pela Liga e pelo antissistema Movimento 5 Estrelas (M5E), Salvini esperava, com essa medida, que os outros países europeus compartilhassem o fardo migratório.

    Antes da votação desta quarta no Senado, Salvini disse que estava “absolutamente tranquilo” com a decisão dos senadores. “Não sei quanto custará em termos de pessoal e de dinheiro provar que não sou um criminoso, mas não tenho medo e explicarei que defendi meu país”, afirmou Salvini em entrevista ao jornal La Stampa.

    “Quero olhar o juiz nos olhos e explicar que defender as fronteiras do meu país é para mim um direito, um dever, e não um crime”, insistiu.

    (Com AFP)

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