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Senado americano quer pressionar Irã com novas sanções

Congressistas pedem pressa nas negociações por um acordo nuclear e, contrariando o pedido de Obama, ameaçam aprovar mais restrições a Teerã

O Senado americano ameaçou pressionar o Irã com novas sanções caso o país persa não chegue logo a um acordo com os Estados Unidos sobre o fim de seu programa nuclear. Congressistas pretendem votar até dezembro novas restrições ao governo iraniano, contrariando a vontade de Barack Obama, que pediu mais tempo para as negociações. Representantes iranianos seguem reunidos com as potências ocidentais em Genebra, na Suíça, para mais uma rodada de conversas.

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Segundo o congressista Harry Reid, líder da maioria democrata, os senadores devem apresentar uma proposta bipartidária para ampliar as sanções ao mercado de petróleo e às empresas iranianas que apoiarem o programa nuclear. Reid frisou que apoia as tentativas diplomáticas para frear o programa nuclear do Irã, mas defendeu que, sem novas penalidades, as autoridades de Teerã podem continuar adiando indefinidamente a realização de um acordo.

Obama – Na contramão da proposta do Senado, Obama defendeu recentemente o abrandamento de algumas sanções a Teerã em troca de uma maior fiscalização das centrais atômicas iranianas. Opositores do presidente americano temem que os EUA reduzam as sanções sem terem provas robustas do compromisso dos aiatolás com o fim do programa nuclear do país.

As primeiras sanções ao Irã estão em vigor desde 2006, quando o Conselho de Segurança da ONU impôs uma série de restrições contra entidades e pessoas envolvidas no programa nuclear iraniano. As sanções da ONU determinam, por exemplo, a proibição de importação de armas pelo Irã, congelamento de ativos financeiros do país no exterior e sugestão de inspeção obrigatória de todos os navios comerciais iranianos que atraquem em portos de países-membro da ONU. Paralelamente às sanções na ONU, EUA e União Europeia mantêm dispositivos financeiros e comerciais para minar a economia do Irã, fortemente dependente da exportação de petróleo.

(Com Estadão Conteúdo)