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Senado americano pressiona governo a aplicar sanções contra Irã

Washington, 1 dez (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, na véspera do Senado votar uma emenda para cortar os laços financeiros com o Banco Central do Irã, que apoiará a aplicação de sanções contra está instituição no ‘momento apropriado’.

A subsecretária de Estado para Assuntos Políticos, Wendy Sherman, disse que qualquer medida contra o sistema bancário do país árabe, no entanto, deve ser discutida com outras nações do mundo. Já o Senado defende uma decisão unilateral.

‘A administração de Barack Obama apoia categoricamente o aumento da pressão sobre o Irã, e isso inclui sanções contra o Banco Central do país’, afirmou Wendy em audiência realizada no Comitê de Relações Exteriores do Senado.

No entanto, essas sanções devem ser acompanhadas de ‘uma política sustentável e com fases estabelecidas cuidadosamente para fazer com que o Irã cumpra suas obrigações’, ponderou.

Os senadores Mark Kirk (republicano) e Robert Menendez (democrata) apresentaram uma emenda a um projeto de lei sobre gastos de defesa que prevê sanções contra todas as instituições que se relacionam com o Banco Central iraniano. O objetivo é impedir o financiamento do programa nuclear do país.

O Senado deverá votar o projeto de lei nesta quinta-feira. Sua aprovação, no entanto, dependeria ainda do sinal verde da Câmara de Representantes e da Casa Branca.

No dia 21 de novembro, o Tesouro americano declarou todo o território do Irã ‘jurisdição de preocupação prioritária por lavagem de dinheiro’, o que permite a aplicação de sanções contra o Banco Central do país.

Até agora, no entanto, o governo de Barack Obama está cauteloso em concretizar a medida contra a instituição, pois ela afetaria diretamente às exportações de petróleo do Irã, num momento importante para a recuperação econômica global.

O senador republicano Jim Risch lamentou na audiência o que considerou uma ‘falta de contundência’ de Washington, principalmente após a publicação em novembro do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que indicava que o Irã está desenvolvendo armas nucleares.

‘Após ler esse relatório, o sentido de urgência do governo deveria ter se equiparado ao nosso’, protestou Risch ao se dirigir aos representantes do Tesouro e do Departamento de Estado. EFE