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Senado americano aprova sanções contra o Irã

Medidas afetam 22 empresas de petróleo, energia e seguros

Sanções como estas ampliam o efeito da resolução aprovada em 9 de junho pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, um novo pacote de sanções contra o Irã. O projeto de lei deve seguir para a Câmara dos Representantes antes de ser enviado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Os senadores americanos aprovaram as sanções por 99 votos a zero. As medidas afetam 22 empresas de petróleo, energia e seguros que pertencem ou são controladas pelo governo iraniano. Cidadãos americanos ficam proibidos de manter transações com pessoas ou empresas listadas como apoiadoras das atividades de proliferação nuclear no Irã. Todos os bens dessas instituições sob jurisdição dos Estados Unidos serão congelados.

A lista inclui o ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, o banco iraniano Post Bank, novas companhias e navios, a Força Aérea e o Comando de Mísseis da Guarda Revolucionária do país.

Sanções – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, havia anunciado as novas sanções em 16 de junho e pediu que outras nações fizessem o mesmo. Um dia depois, a União Européia seguiu o mesmo caminho e aprovou novas restrições ao Irã. As medidas, que também abrangem a indústria de petróleo e gás, afetam os transportes, o setor bancário e o de seguros da República Islâmica.

Sanções como estas ampliam o efeito da resolução aprovada em 9 de junho pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã.

O pacote foi o quarto aplicado contra o regime dos aiatolás desde 2006 para tentar convencer o país a suspender suas atividades nucleares, suspeitas de terem fins militares. A resolução 1929 foi redigida pelos Estados Unidos e aprovada por 12 votos a 2 e uma abstenção. O Brasil e a Turquia votaram contra e o Líbano se absteve.

(Com Agência Estado)