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Sem surpresas, Raúl Castro é reeleito em Cuba por mais cinco anos

Evento na Assembleia Nacional teve a presença do ditador Fidel Castro, que fez sua última aparição pública em 2010

Por Da Redação
24 fev 2013, 19h31

O general Raúl Castro, de 81 anos, foi ratificado neste domingo como presidente de Cuba para um segundo mandato de cinco anos, que será seu último período no governo. Em discurso após a ratificação, Castro expressou a intenção de limitar os cargos políticos a um máximo de 10 anos. “Em meu caso, independentemente da data em que se aperfeiçoe a constituição, este será o último mandato”, disse.

A eleição de Castro pelos 612 membros do parlamento não foi surpresa – e foi acompanhada pela escolha de outros 31 membros do Conselho de Estado de Cuba. O que surpreendeu no evento em Havana foi a aparição do ditador Fidel Castro, ao lado de Raúl. Ele compareceu inesperadamente neste domingo na sessão de abertura da Assembleia, em sua primeira aparição em um evento público desde 2010, quando esteve em uma festa nacional.

Fidel tem aparecido poucas vezes em público desde 2006, quando foi diagnosticado com uma doença grave, não revelada e tratada como segredo de estado por Havana.

A imprensa estrangeira não teve acesso à sessão, mas está convidada ao encerramento, quando Raúl Castro pronunciará um discurso. Fidel continua a ser um deputado após renunciar de todos os cargos, incluindo o de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC).

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O ex-presidente cubano foi visto pela última vez na televisão estatal curvado e com uma longa barba branca falando com a imprensa.

Na sexta-feira, durante visita do presidente russo, Dmitri Medvedev, Raúl Castro fez uma brincadeira sobre a possibilidade de deixar o governo cubano antes do previsto. “Vou renunciar. Já vou completar 82 anos, tenho direito de me aposentar. Não acreditam?”, afirmou Castro, sorridente, aos jornalistas.

Raúl Castro foi nomeado formalmente presidente de Cuba em fevereiro de 2008, dois anos após ter assumido de forma interina a direção do país ao substituir seu irmão, quando este adoeceu e delegou o poder, em 2006. Seu governo se dedicou a impulsionar um plano de reformas para “atualizar” o socialismo cubano e reanimar uma economia em crise desde a queda do bloco soviético.

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O parlamento também elegeu Esteban Lazo como novo titular da Assembleia, cujo oitavo mandato foi constituído neste domingo para um mandato de cinco anos até 2018.

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