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Sem prioridade, rainha Elizabeth II será vacinada nas próximas semanas

De acordo com jornal britânico, monarca e príncipe Philip vão revelar que receberam imunização para 'incentivar o maior número de pessoas a se vacinar'

Por Da Redação Atualizado em 6 dez 2020, 15h05 - Publicado em 6 dez 2020, 14h57

A rainha Elizabeth II, do Reino Unido, e seu marido, o príncipe Philip, devem receber nas próximas semanas a vacina contra a Covid-19 fabricada pela Pfizer-BioNTech, que recebeu sinal verde nesta semana das autoridades sanitárias britânicas. A monarca de 94 anos e o esposo, de 99, provavelmente estarão entre os primeiros a receber a imunização por causa da idade, e não por algum tipo de tratamento preferencial, segundo o jornal britânico Mail on Sunday.

De acordo com o jornal, os dois vão revelar que receberam a vacina para “incentivar o maior número de pessoas a se vacinar”, em meio a temores de que os ativistas antivacinas semeiem dúvidas na população.

Desde o começo do primeiro confinamento, decretado no final de março na Inglaterra, a saúde da rainha Elizabeth sempre esteve em primeiro lugar. Um plano de emergência foi criado às pressas por sua guarda pessoal caso ela precisasse de assistência médica. Ela foi uma das primeiras pessoas a ser isoladas no Castelo de Windsor, conhecido por ser uma grande fortaleza. Nem mesmo integrantes da família real podiam visitá-la e a monarca só fez sua primeira aparição pública sete meses depois, em meados de outubro. 

A tática para incentivar a população já foi usada pela soberana no passado, segundo o periódico The Times. Em 1957, a rainha afirmou publicamente que seu primogênito e herdeiro aparente, o príncipe Charles, então com 8 anos, foi inoculado contra a poliomielite, ajudando a aliviar preocupações sobre possíveis efeitos colaterais da vacina. 

Charles, de 71 anos, também mostrou que a família não é intocável. Junto a seu filho mais velho, o príncipe William, ele foi diagnosticado com sintomas leves de Covid-19

Ao todo, o país soma mais de 1,7 milhão de casos, incluindo 62.245 mortes. 

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Seguindo um plano do governo para imunizar a população, residentes de lares de idosos e os funcionários desses centros serão os primeiros a serem vacinados, seguidos por pessoas com 80 anos ou mais e profissionais da saúde e cuidadores na linha de frente da luta contra o coronavírus.

O Reino Unido reservou um total de 40 milhões de doses e planeja receber um lote inicial de 800.000 para iniciar a campanha de vacinação na próxima semana.

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    Na quarta-feira 2, após anúncio da aprovação da vacina da Pfizer-BioNTech, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, comemorou a “fantástica” notícia. “É a proteção das vacinas que finalmente nos devolverá nossas vidas e fará a economia se mover de novo”, escreveu no Twitter, no mesmo dia em que a Inglaterra saía de um segundo confinamento de quatro semanas.

    No início de novembro, as duas farmacêuticas revelaram que o fármaco tem eficácia de 95% na prevenção à doença e não causa efeitos colaterais graves. Os dados ainda não foram publicados em uma revista científica. O Brasil é um dos países que participam dos testes clínicos de fase 3, mas o Ministério da Saúde já indicou que não deve utilizar o antígeno no SUS.

    Na terça-feira, a Pfizer e a Moderna, que também produz um imunizante com alta eficiência, pediram às autoridades europeias autorização para uso emergencial dos medicamentos. O mesmo processo já foi feito nos Estados Unidos.

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