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Sem candidato com maioria para governar, Espanha terá novas eleições em junho

País vive situação inédita desde que a democracia foi reinstaurada, em 1977

O rei Felipe VI da Espanha comunicou nesta terça-feira ao Parlamento que, como nenhum partido político tem apoio suficiente para chefiar o governo, o país deverá convocar novas eleições legislativas. O comunicado foi feito após o fracasso de uma proposta de última hora para formar um governo de coalizão.

Depois de dois dias de reuniões com os líderes parlamentares, o monarca convocou o presidente do Congresso, Patxi López, para lhe informar sobre o resultado dessas consultas, que terminaram sem candidato viável à chefia do governo, informou a Casa Real em comunicado. “Não existe um candidato que conte com os apoios necessários”, afirma a nota.

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Segundo os prazos estabelecidos na Constituição para a possibilidade de o Congresso ser incapaz de escolher um chefe de governo, o Parlamento seria dissolvido em 2 de maio, e o pleito seria realizado em 26 de junho, apenas seis meses após a última eleição legislativa, em 20 de dezembro do ano passado. Trata-se de uma situação inédita desde que a democracia foi reinstaurada no país, em 1977.

Neste período, o governo foi interino, sob o comando do conservador Partido Popular, que já estava no poder. O PP foi o vencedor das eleições de dezembro, com 123 deputados. Este resultado deixou o partido conservador a 53 cadeiras da maioria absoluta, fixada em 176. Em segundo apareceu o socialista PSOE, que obteve 90 cadeiras; o emergente Podemos, de esquerda e antiausteridade, ficou em terceiro, com 69. Após as eleições, o primeiro-ministro Mariano Rajoy, do PP, chegou a anunciar que tentaria formar governo na Espanha.

(Com EFE)