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Sem avanços, negociações sobre Gaza seguem no Cairo

Trégua de 72 horas está em vigor. Grupo Hamas continua a insistir em fim de bloqueio ao enclave que, na prática, serviria para ter acesso a armas

Por Da Redação 12 ago 2014, 11h31

As negociações para encerrar o conflito entre Israel e o Hamas continuam, mas alcançar um acordo que garanta uma paz duradoura em Gaza continua sendo um objetivo distante. As conversas no Cairo não tiveram progresso até agora, mas uma nova trégua de 72 horas iniciada na madrugada desta segunda-feira continua em vigor.

Uma fonte do governo israelense afirmou que o país está disposto a aliviar o bloqueio a Gaza, mas só se houver disposição também do outro lado para acabar com os ataques, algo para o qual o Hamas não parece estar inclinado. “Se as hostilidades acabarem, claro que estamos abertos a discutir um alívio nas restrições. Mas as lacunas estão aí. Não posso dizer que houve nenhum progresso”, disse a fonte, que não foi identificada, ao Wall Street Journal. O porta-voz do governo, Mark Regev, também deu declarações neste sentido, ao dizer que “se o Hamas acabar com a violência, deixar de ter como alvo civis israelenses, então tudo é possível”.

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A delegação palestina que participa das conversas intermediadas pelo Egito inclui, além do Hamas, representantes da Jihad Islâmica e do Fatah, grupo que governa a Cisjordânia. Representantes israelenses não se reúnem diretamente com a delegação devido à presença do Hamas, que prega a destruição de Israel e é considerado uma organização terrorista pelo governo israelense.

O Hamas mantém o tom de ameaça ao sugerir que esta pode ser a última vez que o grupo estará disposto a participar das negociações. Pelas redes sociais, um dos chefes do grupo confirmou que as conversas são difíceis, e voltou a insistir no fim do bloqueio. “A delegação deve alcançar as esperanças do nosso povo”, escreveu no Facebook Moussa Abu Marzouk.

Para Israel, acabar com as restrições significaria abrir caminho para o Hamas ter acesso a armas do exterior. Sendo assim, o tema deve ser tratado apenas em conversas futuras sobre um acordo de paz permanente. O Egito também vê o Hamas como uma ameaça à segurança. A ditadura que se instalou no país depois que a Irmandade Muçulmana, que era conivente com o Hamas, foi apeada do poder, ajudou Israel a destruir os túneis que ligavam Gaza ao Egito e que permitiam a entrada de armas.

Na última sexta-feira, uma trégua de 72 horas terminou e o grupo terrorista voltou a lançar foguetes contra Israel, que respondeu com ataques aéreos. A nova pausa, a oitava desde o início do conflito, no dia 8 de julho, está prevista para terminar no primeiro minuto de quinta-feira, pelo horário local. Os confrontos já deixaram quase 2.000 palestinos mortos, segundo fontes médicas em Gaza, mais de 70% deles civis. Do lado israelense, 64 soldados e três civis foram mortos.

(Com agência Reuters)

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