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Sem apoio do partido, premiê italiano anuncia renúncia

Enrico Letta ficou menos de um ano no cargo. Novo líder do Partido Democrático, Matteo Renzi, deve assumir seu lugar

Por Da Redação 13 fev 2014, 17h49

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, anunciou nesta quinta-feira que vai deixar o cargo, menos de um ano depois de assumir o posto. Letta vinha sendo alvo de críticas dentro do seu próprio partido em relação ao seu desempenho e sua capacidade de liderar as reformas no país, que vive a maior crise econômica desde o final da II Guerra Mundial.

Ao anunciar a decisão, Letta disse que ela segue a orientação do seu Partido Democrático, que lidera a coalizão que sustenta o governo. A saída do premiê deverá abrir caminho para sua substituição pelo novo líder da legenda, Matteo Renzi. A renúncia deve ser entregue nesta sexta-feira ao presidente Giorgio Napolitano.

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Ao ser nomeado primeiro-ministro por Napolitano, em abril do ano passado, Letta, de 46 anos, já era o mais jovem a ocupar o cargo desde 1987. Agora deverá ser substituído por um político ainda mais jovem, de 39 anos, prefeito de Florença que nunca disputou uma eleição em nível nacional.

O sucessor de Letta será o terceiro premiê consecutivo a chegar ao cargo sem votos, depois do tecnocrata Mario Monti – que assumiu depois da renúncia de Silvio Berlusconi – e do próprio Letta, indicado após semanas de infrutíferas discussões entre partidos rivais. Realizar eleições na Itália, no entanto, é uma tarefa que terá de esperar. A Justiça revogou trechos da legislação eleitoral considerados inconstitucionais, e o governo está incumbido de escrever uma nova lei.

Designado a montar um ministério com credibilidade internacional semelhante à do gabinete “técnico” de Mario Monti, que conseguiu afastar o país do abismo, e a também conseguir sustentação nacional, o governo de Letta acabou na inação, em parte devido à instabilidade da coalizão que foi formada depois das inconclusivas eleições realizadas em fevereiro do ano passado.

A mudança de comando é mais um obstáculo para a terceira maior economia da zona do euro, que vive crises políticas recorrentes e sofre com seus arranjos políticos, que dificultam a formação e a estabilidade de qualquer administração. Desde 1946, o país teve mais de sessenta governos diferentes.

(Com agência Reuters)

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