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Seis meses de guerra: Irã diz estar aberto à diplomacia, mas reforça condições para os EUA

Segundo chanceler Abbas Araghchi, Washington precisa compreender que 'pressão não funciona'

Por Luiza Zubelli 28 ago 2026, 18h06
Seis meses de guerra: Irã diz estar aberto à diplomacia, mas reforça condições para os EUA Priorizar nos meus resultados Google

O Irã declarou, nesta sexta-feira, 28, estar de portas abertas à diplomacia, exatamente seis meses após o começo da guerra com os Estados Unidos, desencadeada por ataques americanos e israelenses contra Teerã. A condição para as negociações avançarem, porém, é que Washington abandone sua campanha de pressão contra o país.

“Retomar a diplomacia não é impossível. Depende de os Estados Unidos compreenderem um fato simples: a pressão não funciona”, reforçou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, na rede social X, antigo Twitter.

Em uma nova tentativa de negociar o fim da guerra pela via diplomática, Araghchi se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Catar na quinta-feira 27 em Teerã para falar sobre o Estreito de Ormuz, trecho marítimo usado para o transporte de petróleo praticamente fechado pela República Islâmica no início da guerra.

Nesta sexta-feira, o deputado iraniano Esmail Kowsari reforçou à televisão estatal iraniana que, se os EUA “não cumprirem seus compromissos, o estreito de Ormuz não apenas permanecerá fechado, como os Estados Unidos deverão estar preparados para nossas ações ofensivas”.

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Irã e Omã discutem sobre futuro do Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) anunciou na quarta-feira 26 ter chegado a um acordo com Omã para compartilhar a receita das taxas de navegação pelo Estreito de Ormuz.

“Durante as negociações com Omã, alguns acordos foram firmados sobre qual parte das águas do estreito pertence a cada país e qual parte da receita pertence ao Irã e a Omã”, disse o porta-voz da Guarda, o Exército ideológico do Irã, Hossein Mohebi.

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Mohebi também acusou os Estados Unidos de “obstruir” os esforços para chegar a um acordo nas negociações entre Irã e Omã. Os dois países, no entanto, ainda estão trabalhando nos detalhes do acordo, disse uma fonte iraniana sênior à agência de notícias Reuters. “Um acordo com Omã sobre o Estreito de Ormuz não foi finalizado”, declarou a fonte.

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Impasse

Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio com uma onda de ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o que provocou retaliações iranianas em toda a região.

Um cessar-fogo iniciado em 8 de abril encerrou quase 40 dias de bombardeios intensos, mas o abre e fecha do Estreito de Ormuz se tornou um ponto crítico central do conflito. O Irã controla a rota vital para o comércio de combustíveis desde o início da guerra, e o desbloqueio da passagem virou uma prioridade para os Estados Unidos.

Teerã insiste que a via permanecerá fechada até que Washington suspenda o bloqueio sobre os portos iranianos, elimine as sanções petrolíferas e descongele os ativos iranianos no exterior.

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