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Secretário de Estado diz que EUA não querem ‘nova Guerra Fria’ com China

Segundo Antony Blinken, embora Washington tenha dedicado grande parte de seus recursos para conter Moscou, Pequim ainda é 'desafio a longo prazo'

Por Da Redação Atualizado em 26 Maio 2022, 19h59 - Publicado em 26 Maio 2022, 17h03

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, pediu nesta quinta-feira, 26, uma defesa da ordem global existente e enfatizou que o governo americano não busca uma “nova Guerra Fria” com a China

“O presidente Joe Biden acredita que esta década será decisiva. As ações que tomamos em casa e com os países do mundo determinarão se nossa visão compartilhada do futuro será realizada”, disse Blinken em discurso sobre a política da China. 

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De acordo com o secretário, a política do governo americano em relação ao país asiático contém três palavras: investir, alinhar e competir. Segundo ele, embora Washington tenha dedicado grande parte de seus recursos para conter Moscou, a Casa Branca vê Pequim como um “desafio a longo prazo”.

“A China é o único país com a intenção de reformular a ordem internacional e tem cada vez mais o poderio econômico, militar e tecnológico para fazê-lo”, alertou ele durante reunião da Asia Society Policy Institute, organização sem fins lucrativos sobre assuntos relacionados à Ásia. 

O objetivo dos Estados Unidos é trabalhar com aliados americanos para preservar essa dita ordem internacional e dobrar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, atraindo os melhores talentos espalhados pelo mundo, inclusive da China. 

Blinken destacou ainda a suposta violação dos direitos humanos pelo gigante asiático, a violação da privacidade dos cidadãos e também a amizade “ilimitada” de Xi Jinping com Vladimir Putin, alertando que os países realizaram testes militares no leste da Ásia mesmo com a presença de Biden na região. 

“A visão de Pequim nos afastaria dos valores universais que sustentaram grande parte do progresso do mundo nos últimos 75 anos”, alertou, assegurando às potências menores que Washington não está forçando outras nações a escolher um lado, mas sim “dar a elas uma escolha”.

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No entanto, o secretário reconheceu que a capacidade de seu governo de influenciar diretamente as ambições chinesas é limitada. Desse modo, é preciso moldar um ambiente estratégico em torno de Pequim para avançar a visão americana de um sistema internacional aberto e inclusivo. 

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Em janeiro, o presidente chinês, Xi Jinping, já havia feito referências à Guerra Fria, afirmando ser preciso que China e EUA se afastem da “mentalidade” do conflito e que a história mostra as consequências desastrosas de um confronto.

“Precisamos descartar essa mentalidade de Guerra Fria e buscar a coexistência pacífica em que todos os lados se beneficiem”, disse Xi através de videoconferência no Fórum Econômico Mundial. “Nosso mundo está longe de ser tranquilo. As retóricas de ódio e preconceito resultam em confrontos que só fazem mal para a segurança mundial.” 

As tensões entre as duas maiores potências globais continuam a crescer nos mais diferentes campos da geopolítica. Neste mês, Biden visitou os aliados Japão e Coreia do Sul e convidou líderes de nações da Asean, a Associação de Nações do Sudeste Asiático, para uma cúpula em Washington, que provocou a ira de Pequim. 

Durante a viagem, o líder americano alertou que defenderia Taiwan caso a ilha fosse atacada pela China e, nesta quinta, Blinken acusou o país de realizar ações “profundamente desestabilizantes” em torno do território. 

Antes do discurso do secretário de Estado, o enviado da China aos Estados Unidos, Qin Gang, alertou que seu governo considera o “princípio de uma só China” como o alicerce da paz em todo o Estreito de Taiwan. 

“Em uma questão relativa aos principais interesses da China, nunca vamos ceder ou recuar. Qualquer discussão na América sobre “clareza estratégica” ou “ambiguidade estratégica” é uma perda de tempo”, escreveu Gang a um jornal de Hong Kong.

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No início do ano, o enviado chinês disse que os dois países poderiam enfrentar um “conflito militar” sobre o futuro de Taiwan, dizendo que “ninguém deve subestimar nossa determinação e capacidade de defender a soberania nacional e a integridade territorial”.

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