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Secretário de Estado americano visitará o Brasil no final da semana

A visita de Mike Pompeo tem como seu principal objetivo discutir a situação na Venezuela; chanceler tem encontro marcado com Ernesto Araújo

Por Julia Braun - Atualizado em 15 set 2020, 16h15 - Publicado em 15 set 2020, 16h09

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, está com viagem marcada ao Brasil para o final desta semana. O chanceler dos Estados Unidos desembarcará em Boa Vista na sexta-feira, 18, e passará o dia em visita às instalações de acolhida de refugiados venezuelanos na cidade.

Pompeo tem ainda uma reunião marcada com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O secretário de Estado pegará um voo no mesmo dia, com destino a outras nações na América do Sul.

A visita do representante de Donald Trump tem como principal objetivo discutir a situação na Venezuela. Pompeo deverá conversar com imigrantes venezuelanos que deixaram o país em busca de uma vida melhor.

A viagem de Pompeo pela América do Sul, onde passará de quinta-feira, 17 a domingo, 20, “destacará o compromisso dos Estados Unidos em defender a democracia e combater a Covid-19 ao mesmo tempo em que revitaliza nossas economias após a pandemia e fortalece a segurança diante das ameaças regionais”, disse em comunicado Morgan Ortagus, a porta-voz do Departamento de Estado. 

Pompeo também discutirá a situação na Venezuela com o presidente colombiano Iván Duque, com quem se reunirá em Bogotá para discutir a “parceria sólida” entre os dois países.

Na segunda-feira, o governo americano pediu à oposição venezuelana que se posicione contra Maduro. A avaliação é que há divergências entre os adversários do chavista sobre como proceder neste momento, mas todos têm como foco conseguir eleições presidenciais livres e justas.

Os Estados Unidos, o Brasil e outros 50 países não reconhecem o governo do chavista e consideram o opositor Juan Guaidó o presidente interino do país.

A oposição, porém, tem programado um boicote contra a votação parlamentar marcada para dezembro. Alguns grupos dissidentes ainda negociam com o governo sua participação.

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