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Secretário de Defesa dos EUA considera opção militar contra Irã

Washington, 6 mar (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, disse nesta terça-feira perante o principal grupo de pressão pró-Israel dos Estados Unidos, o Aipac, que todas as opções estão sobre a mesa, ‘incluindo a militar’ para prevenir que o Irã obtenha armas nucleares.

Panetta disse que é preferível a via diplomática para evitar que o Irã continue com seu programa nuclear, que Teerã afirma ter fins pacíficos e energéticos, e advertiu: ‘a última alternativa é a militar, se tudo o mais falhar, atuaremos’.

‘Faremos o necessário para proteger nosso povo, nossos aliados e interesses’, disse Panetta esta manhã em Washington no fórum pró-Israel, que tem grande influência na política americana e no qual o presidente, Barack Obama, falou no domingo.

Panetta disse que Obama já deixou claro que o objetivo de seu Governo é ‘prevenir um Irã nuclear, não só conter um Irã nuclear’, algo que até o momento os Estados Unidos tentaram com fortes sanções econômicas com o apoio de seus aliados.

Em uma referência especial à oposição republicana, que acusa a administração Obama de não ser suficientemente firme com Teerã, Panetta disse que ‘é fácil falar com dureza. Atuar com dureza é muito mais sério’.

O secretário de Defesa ressaltou a importância de trabalhar e atuar ‘como um só’ com Tel Aviv em favor de transformar Israel em um país seguro e soberano.

Como fez Obama, Panetta lembrou que os Estados Unidos manterão seu respaldo a Israel, enquanto os Estados Unidos esperam a confiança dos israelenses.

Os discursos de Obama e Panetta ao Aipac se dão em plena visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington, que na segunda-feira ressaltou neste fórum que o tempo se esgota para que Israel enfrente a ameaça nuclear do Irã.

Na Casa Branca, perante Obama, Netanyahu destacou que Israel dever ser ‘dono de seu destino’ no que se refere ao Irã, enquanto o presidente americano lembrou a importância de esgotar a via diplomática pelo alto custo de uma ação militar. EFE