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Secretário britânico assina pedido de extradição de Assange aos EUA

Sajid Javid, secretário do Interior, diz para a TV que apresentará mandado nesta sexta-feira

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h45 - Publicado em 13 jun 2019, 06h10

O secretário do Interior do Reino Unido, Sajid Javid, declarou, nesta quinta-feira 13, que assinou um pedido para que Julian Assange seja extraditado aos Estados Unidos, onde ele enfrenta acusações de invasão de computadores.

Falando no programa Today, Javid declarou: “Ele está bem atrás das grades. Há um pedido de extradição dos Estados Unidos que chegará aos tribunais nessa sexta, mas eu já assinei o mandado de extradição”.

É esperado que autoridades americanas apresentem à Justiça britânica, nesta sexta, os elementos de que dispõem para sustentar seu pedido de extradição do australiano.

  • Para este dia, está prevista uma audiência no tribunal londrino de Westminster. Nesse momento, “as autoridades americanas apresentarão as provas que respaldam seu pedido de extradição”, disse editor-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, em coletiva de imprensa em Londres.

    Assange não deverá estar presente, mas, se estiver, será por videoconferência, assegurou Hrafnsson, acrescentando que a sessão se dedicará, principalmente, a questões de procedimento.

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    O “primeiro confronto de argumentos real” entre as autoridades americanas e a defesa do fundador do WikiLeaks acontecerá dentro de várias semanas, ou até mesmo meses, completou.

    Hrafnsson ressaltou que a legislação antiespionagem invocada pela Justiça americana é um “marco jurídico arcaico”, que “nunca antes foi utilizado contra um editor e um jornalista”.

    Este caso constitui um “momento decisivo para a preservação do jornalismo” e “para a liberdade de imprensa”, insistiu.

    Detido em uma prisão de alta segurança de Belmarsh, no sudeste de Londres, Assange foi levado para a unidade médica do centro, devido à preocupação com seu estado de saúde.

    Nesta terça-feira, ele recebeu a visita de seu pai, John Shipton, e do artista dissidente chinês Ai Weiwei, segundo a agência de notícias britânica Press Association.

    (Com AFP)

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