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Secretaria Geral Ibero-Americana pede que UE se inspire na América Latina

Por Da Redação 3 fev 2012, 15h01

Lisboa, 3 fev (EFE).- O secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, aconselhou nesta sexta-feira que a Europa analise os mecanismos usados pela América Latina para superar sua crise da dívida nos anos 1990, como a fixação de uma taxa para as transações financeiras.

Durante discurso em uma conferência sobre os desafios latino-americanos em Lisboa, Iglesias lembrou que naquela época se deram conta que ‘a dívida era impagável’, o que causou um processo de ‘negociação com os mercados’ que terminou com o aumento dos prazos de vencimento e uma diminuição das taxas de juros, entre outras medidas.

‘A região foi um laboratório de políticas econômicas e sociais’, destacou o titular da Secretaria Geral Ibero-Americana, criticando o caminho eleito na União Europeia (UE) para tentar superar a crise atual.

‘Nunca entenderei porque a UE não usa um instrumento como a taxa sobre transações financeiras. Não teve quase nenhum impacto nas classes populares, e em momentos de crise eu prefiro isso’, ressaltou.

Iglesias expressou seu desacordo com o peso das políticas de austeridade na chamada ‘solução europeia’ e ressaltou que os Estados Unidos, por exemplo, estão adotando uma opção oposta ao dar prioridade ao estímulo à economia e ao crescimento.

‘Não compreendo como não se resolve a situação da Grécia quando tudo começou já há dois anos e o país só representa 2% do PIB europeu. E não entendo também a falta solidariedade europeia’, advertiu.

O secretário-geral ibero-americano defendeu ainda a criação de companhias ‘multi-ibéricas’ – com participação Espanha, Portugal e países latino-americanos – que aproveitem as oportunidades de internacionalização de forma conjunta.

‘Na América Latina nossas pequenas e médias empresas precisam ganhar em produtividade, e aí Espanha e Portugal têm um papel crucial’, detalhou. EFE

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