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‘Se não fosse por mim, não haveria Israel’, afirma Trump após discussão com Netanyahu

Presidente dos EUA disse que ficou 'incomodado' com primeiro-ministro israelense por ataques ao Líbano

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2026, 09h33 | Atualizado em 3 jun 2026, 12h01
‘Se não fosse por mim, não haveria Israel’, afirma Trump após discussão com Netanyahu Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 3, que Israel ainda existe por sua causa. A declaração ocorre um dia após o portal de notícias americano Axios informar que o republicano xingou e criticou duramente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante um telefonema, no qual teria alertado o premiê que suas recentes decisões acabarão por isolar ainda mais Israel da comunidade internacional.

Em entrevista ao jornal americano New York Post, Trump rejeitou rumores de que teria sido enganado por Netanyahu para se juntar à guerra contra o Irã. O mandatário da Casa Branca, então, disse que iniciou o conflito em 28 de fevereiro por rejeitar que o regime iraniano tenha armas nucleares — um ponto de discórdia entre os lados do conflito. 

“Ele me enganou? Fui eu que comecei tudo”, rebateu. “Comecei porque não podemos deixar que eles (Irã) tenham uma arma nuclear.”

“Isso diz respeito a Israel , porque eles provavelmente teriam sido os primeiros a serem atingidos. Não haveria Israel. Quer saber? Se não fosse por mim, não haveria Israel agora”, acrescentou ele.

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O ocupante do Salão Oval também comentou sobre as alegações de que teria ficado irritado com o primeiro-ministro israelense pela nova ofensiva contra a milícia libanesa Hezbollah. Ele, no entanto, disse que apenas ficou “um pouco incomodado com o fato de ele estar constantemente em brigas com o Líbano”.

“Sabe, em determinado momento eu disse: ‘Bibi, precisamos parar com isso. Temos que parar’. Mas tenho uma relação muito boa (com Netanyahu). Temos trabalhado bem juntos”, disse Trump.

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+ Líbano anuncia ⁠cessar-fogo parcial entre Hezbollah e Israel

Embates sobre Líbano

Na segunda-feira 1°, Netanyahu anunciou ataques contra “alvos terroristas” em Beirute — o que teria desagradado Trump. Horas depois, o líder americano escreveu na Truth Social, rede social da qual é dono, que teve “uma conversa muito produtiva” Netanyahu. Ele disse que “não haverá tropas a caminho de Beirute” e que “quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar”, cancelando a ofensiva.

Trump declarou que também teve uma discussão produtiva com representantes do Hezbollah, na qual “eles concordaram que todos os disparos cessarão — que Israel não os atacará e que eles não atacarão Israel”.

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A movimentação ocorreu após um fim de semana marcado por tensões. No domingo 31, o Exército de Israel anunciou a ocupação da fortaleza medieval de Beaufort, localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel. O local tem importância estratégica e simbólica por ter servido de base israelense durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminou em 2000.

Pelos termos do cessar-fogo, Israel preservou o direito de agir contra ataques classificados como “planejados, iminentes ou em andamento”. O governo israelense acusa a milícia Hezbollah de descumprir o pacto repetidamente ao manter atividade militar próxima à fronteira. Do outro lado, autoridades libanesas afirmam que Tel Aviv tem usado a cláusula como justificativa para uma campanha previamente calculada.

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