🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Kim x Trump: China vai culpar quem atirar primeiro

Jornal estatal adverte que Pequim não vai defender a Coreia do Norte caso o regime bombardeie os EUA – mas que vai intervir se os americanos atacarem antes

Por Da redação 11 ago 2017, 18h31 | Atualizado em 4 jul 2026, 16h43
Kim x Trump: China vai culpar quem atirar primeiro Priorizar nos meus resultados Google

A China, principal aliada da Coreia do Norte, tem se mantido à margem do embate diplomático entre Pyongyang e Washington, mas avisou que, caso Kim Jong-un ataque os Estados Unidos, ele estará por conta própria. No entanto, Pequim pode intervir se Donald Trump atacar primeiro.

A advertência foi feita por meio de um editorial do jornal estatal chinês Global Times. “Se a Coreia do Norte lançar mísseis que ameacem o solo americano primeiro e os Estados Unidos retaliarem, a China permanecerá neutra. Se os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizarem ataques com o objetivo de derrubar o regime norte-coreano e alterar o padrão político da Península Coreana, a China os impedirá de fazê-lo”, aponta o texto. O Global Times destaca o risco de que o embate “imprudente” entre os dois países se transforme em uma guerra e afirma que a China se opõe a proliferação nuclear e desencoraja o conflito militar.

A China tenta não intervir no conflito entre a Casa Branca e o regime norte-coreano, e propôs em várias ocasiões uma saída para a crise: que a Coreia do Norte pare com os seus testes nucleares e balísticos, enquanto os Estados Unidos e a Coreia do Sul acabem com os exercícios militares conjuntos. “Pedimos a todas as partes que demonstrem prudência em suas palavras e em suas ações […] e reforcem a sua confiança mútua, ao invés de recorrer a velhas receitas que consistem em encadear as demonstrações de força”, declarou nesta sexta-feira o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang.

Mas Trump e o regime de Kim Jong-Un não parecem dispostos a isso. “Um diálogo sensato é impossível com alguém desprovido de razão”, declarou o general Rak-Gyom, comandante das forças balísticas norte-coreanas, citado pela agência oficial KCNA.

Continua após a publicidade

Distante de acalmar os ânimos, Trump afirmou nesta sexta-feira que as “soluções militares [americanas] estão prontas para serem usadas” contra Pyongyang.

O que a China pode fazer?

Continua após a publicidade

“A China não tem nenhuma base efetiva para iniciar uma desescalada da situação se Trump e o regime de Kim continuarem agindo de forma impulsiva”, observa o especialista em Relações Internacionais na Universidade de Hong Kong, Xu Guoqi. O editorial do Global Times aponta a mesma conclusão: “desta vez Pequim não pode tranquilizar Washington e Pyongyang”.

Mas Trump discorda. Segundo ele, a China, principal sócio econômico da Coreia do Norte, “pode fazer muito mais” para pressionar o seu complicado vizinho, apesar de ter se juntado no sábado passado ao Conselho de Segurança da ONU para adotar novas sanções contra Pyongyang. Os especialistas duvidam da eficácia dessas sanções, e a China, que recebe 90% das exportações norte-coreanas, afirma que não interromperá as trocas que suponham uma ajuda “com fins humanitários”.

Continua após a publicidade

Oito anos depois do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), Pequim e Pyongyang acordaram “um tratado de amizade, cooperação e assistência mútua”, mas especialistas se questionam como esse pacto seria aplicado em caso de conflito.

Os analistas acreditam que a China se preocupa com uma queda do regime norte-coreano, que provocaria um fluxo em massa de refugiados para o seu território, e vê com maus olhos qualquer aproximação das Forças Armadas americanas de suas fronteiras.

Continua após a publicidade

(com AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).