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Se enviado à Líbia, filho de Kadafi será enforcado, diz TPI

Advogada do Tribunal Penal Internacional denuncia julgamento injusto no país

Por Da Redação - 11 out 2012, 11h06

Saif al Islam, filho do ex-ditador da Líbia Muamar Kadafi, deverá ser condenado à morte por enforcamento, informou o Tribunal Penal Internacional (TPI), segundo a rede de televisão Al Jazeera. Melinda Taylor, advogada de Islam no TPI, disse na quarta-feira que qualquer julgamento na Líbia ‘não será motivado por um desejo de justiça, mas um desejo de vingança, e não há direito a justiça na lei internacional’.

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel terminou em 20 de outubro, quando ele foi morto por rebeldes em sua cidade-natal, Sirte. Um mês depois, seu filho e herdeiro político Saif al Islam foi capturado durante tentativa de fuga.

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“O governo tentou diplomaticamente enrolar na questão da pena de morte, mas vamos ser bem claros: se condenado, Saif al Islam Kadafi será enforcado”, disse Melinda na audiência que decidirá o futuro do filho do ex-ditador líbio. Para Melinda Taylor, o filho de Kadafi pode ‘definhar na prisão enquanto a Líbia tenta construir um sistema judiciário”.

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O TPI e o governo da Líbia disputam o direito de julgar Islam, preso em Zenten (a 170 quilômetros de Trípoli, capital líbia), em novembro de 2011. A disputa também envolve o ex-chefe dos Serviços Secretos Abdallah Al Senoussi, de 63 anos, extraditado da Mauritânia para a Líbia em setembro.

Em maio, as autoridades líbias apresentaram requerimento para contestar a competência do TPI para julgar o filho de Kadafi, suspeito de crimes contra a humanidade. As duas partes apresentaram argumentos e nas próximas semanas deve ser anunciada uma decisão sobre o impasse. As autoridades líbias disseram ter provas suficientes para processá-lo. O representante da Líbia no TPI, Ahmed Al Jehani, disse que Islam terá um julgamento “justo e equitativo”, mas reconheceu dificuldades no processo.

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