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Sauditas usam destroços de armas para acusar Irã por ataque a refinarias

Riad apresentou detritos de mísseis e drones supostamente usados no bombardeio contra as instalações da petroleira Aramco

Por Da Redação 18 set 2019, 14h04

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita apresentou nesta quarta-feira, 18, destroços de drones e de mísseis que, segundo o governo saudita, foram usados nos ataques a refinarias do país e provam que o Irã está por trás do bombardeio.

O porta-voz do ministério, coronel Turki al-Malki, disse que um total de 25 drones e mísseis foram lançados contra duas instalações nos ataques do último fim de semana, incluindo drones iranianos e mísseis de cruzeiro “Ya Ali”.

“O ataque foi lançado do norte e inquestionavelmente patrocinado pelo Irã”, disse o coronel em entrevista coletiva. “A evidência que vocês veem à sua frente torna isso inegável.”

No sábado 14, duas grandes instalações da petroleira saudita Aramco foram atacadas. O movimento houthi do Iêmen, alinhado ao Irã, que luta contra uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, assumiu a responsabilidade pelos bombardeios.

Em Abqaiq, onde fica a maior fábrica de processamento de petróleo da empresa, houve um incêndio, e no campo de petróleo de Khurais, outro.

Porém, Malki disse que o ataque não poderia ter sido do Iêmen, afirmando que o movimento houthi estava “encobrindo” o Irã.

O porta-voz afirmou ainda que drones e mísseis foram lançados contra Abqaiq, local da maior instalação de processamento de petróleo do mundo, e que mísseis de cruzeiro tinham como alvo Khurais.

‘Ato de guerra’

Diversas autoridades do governo dos Estados Unidos, incluindo o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o secretário de Defesa, Mark Esper, também acusaram o Irã de responsabilidade direta pelo ataque.

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Nesta quarta, o presidente Donald Trump anunciou que irá “aumentar substancialmente as sanções” impostas ao Irã, sem dar mais detalhes sobre a medida.

Mike Pompeo desembarcou hoje na Arábia Saudita para discutir a crise em nome de Trump. Ao chegar no país, o secretário de Estado classificou o ataque como um “ato de guerra” do Irã contra os sauditas.

Teerã nega qualquer envolvimento no ataque que reduziu pela metade a produção de petróleo da Arábia Saudita.

“Eles querem impor pressão máxima sobre o Irã por meio de calúnias”, disse o presidente iraniano Hassan Rohani, segundo a mídia estatal. “Não queremos conflitos na região. Quem iniciou o conflito?”, disse ele, culpando o governo dos Estados Unidos e seus aliados no Golfo Pérsico pela guerra no Iêmen.

A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, disse na terça-feira que os 5,7 milhões de barris por dia de produção perdidos devido ao ataque serão totalmente restaurados até o final do mês.

Os preços do petróleo caíram depois das garantias sauditas de retomada da produção. Na segunda-feira tinham chegado a subir mais de 20%, maior salto intradia desde a Guerra do Golfo de 1990-91.

(Com Reuters)

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