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Saúde de filha de ex-espião russo envenenado ‘melhora rapidamente’

Yulia Skripal passou do estado crítico para estável nesta quinta-feira; seu pai, no entanto, continua em estado grave

Por AFP - 29 mar 2018, 22h08

O estado de saúde de Yulia Skripal, filha do ex-espião russo Serguei Skripal, “está melhorando rapidamente”, indicou nesta quinta-feira o hospital onde são tratados pai e filha desde seu envenenamento com substância química em 4 de março em Salisbury, sudoeste da Inglaterra.

“Estou feliz em poder anunciar uma melhora no estado de Yulia Skripal”, declarou Christine Blanshard, diretora do hospital de Salisbury. “Ela tem respondido satisfatoriamente ao tratamento, mas continua a receber cuidados clínicos especializados 24 horas por dia”.

Yulia Skripal “não está mais em estado crítico, sua condição agora é estável”, indicou. O pai dela segue está em estado crítico, mas estável, segundo o estabelecimento médico.

A terceira vítima, Nick Bailey, recebeu alta nesta quinta-feira. O policial foi o primeiro a socorrer Serguei Skripal e sua filha, encontrados inconscientes em um banco público.

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De acordo com os investigadores, o pai, de 66 anos, e sua filha, 33 anos, tiveram o primeiro contato com a substância na casa de Serguei Skripal, a quem Yulia, que mora na Rússia, visitava. “Especialistas determinaram que a maior concentração do agente neurotóxico estava na porta de entrada do domicílio”, informou na quarta-feira a polícia em um comunicado.

Traços do veneno foram encontrados em outros locais, em menores concentrações. A investigação sobre o envenenamento, que envolve quase 250 especialistas, pode levar meses. Cerca de 500 testemunhas foram identificadas pelos investigadores e a polícia está analisando mais de 5.000 horas de imagens de câmeras de segurança.

“Aqueles que moram no bairro dos Skripal podem esperar que policiais façam buscas, mas quero reafirmar que os riscos são muito baixos”, indicou Dean Haydon, um dos responsáveis pelo serviço de contraterrorismo da polícia de Londres.

Crise diplomática

Londres acusa a Rússia de ser responsável por este envenenamento, o que Moscou nega. O caso desencadeou uma crise diplomática sem precedentes desde a Guerra Fria. Seguindo a liderança do Reino Unido, que expulsou 23 diplomatas russos, mais de 25 países anunciaram medidas semelhantes desde o início da semana.

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Em resposta, nesta quinta-feira a Rússia anunciou a expulsão de 60 diplomatas americanos e o fechamento do consulado em São Petersburgo. Ainda acrescentou que pretende fazer o mesmo com outros países.

Ex-coronel do serviço de inteligência do Exército Russo, Serguei Skripal foi acusado em Moscou de “alta traição” por ter vendido informações ao serviço secreto britânico e condenado em 2006 a 13 anos de prisão. Quatro anos depois, em 2010, foi beneficiado de uma troca de espiões.

Um juiz britânico autorizou a coleta de amostras de sangue no ex-espião e de sua filha para entregar aos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

Representantes da Opaq chegaram ao Reino Unido em 20 de março para se encontrar com especialistas do laboratório militar de Porton Down, perto de Salisbury, e da polícia britânica. Eles também devem examinar as amostras colhidas pelos especialistas britânicos.

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