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Sarkozy faz prévia do G8 com grandes nomes da internet

Para presidente francês, a 'revolução' da web pode melhorar a vida das pessoas

Por Da Redação 24 Maio 2011, 09h24

“Alguns dos países mais poderosos do mundo têm de reconhecer o papel de vocês na história”

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, abriu nesta terça-feira uma reunião com as maiores personalidades da internet com um chamado para “liberar a internet” e aproveitar “essa revolução” para melhorar a vida das pessoas. O encontro é uma prévia à reunião da cúpula do G8 (grupo formado por França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia).

“Alguns dos países mais poderosos do mundo têm de reconhecer o papel de vocês na história”, afirmou o presidente diante de mil personalidades influentes do assunto entre os quais o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o presidente da Google, Eric Schmdit.

As vésperas do encontro que reunirá na localidade de Deauville, no noroeste da França, os chefes de estado e de governo das oito potências mais industrializadas, Sarkozy assinalou que os estados não podem perder a “oportunidade de progresso” que representa a internet para “reforçar a democracia, o diálogo social e a solidariedade”.

Humildade – Sarkozy colocou à internet na categoria de “revolução”, mas esclareceu: “Ao contrário de no passado, quando esta foi gestada nos campos de batalha, agora o movimento ocorre nas universidades”. Promotor do encontro de dois dias realizado em Paris pela primeira vez, o presidente destacou que os chefes de estado do G8 têm de enfrentar “com humildade” o desafio que representa a internet, uma “mudança formidável que ainda não acabou”.

Apesar do enorme impacto da internet, Sarkozy assinalou que “os governos são os únicos representantes legítimos da vontade geral” e advertiu sobre os riscos de “caos e anarquia” que pode representar esquecê-lo. O presidente francês ainda pediu uma reflexão para que a rede favoreça a cobrança de direitos autorais de propriedade intelectual e respeite a propriedade intelectual, a fim de que “a web não acabe com a criação”.

Ele ressaltou também a incidência da internet nas revoltas da Tunísia e do Egito, mas acrescentou o caso do Irã, que “embora não tenha levado à saída do presidente foi o primeiro momento onde a rede teve um papel considerável”. Neste sentido, Sarkozy indicou que “a internet livre faz a diferença entre uma ditadura e uma democracia” e acrescentou que “os que tentaram impedir o serviço ficaram do lado das ditaduras”. Convencido de que a rede avançará no mundo todo apesar de “não tem bandeiras nem slogans”, o presidente francês assinalou que “a internet pertence a todo o mundo”.

(Com agência EFE)

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