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Sarkozy anunciará sua candidatura à Presidência na quarta

Presidente é acusado pela oposição de fazer campanha 'disfarçada'

Por Da Redação 14 fev 2012, 07h55

O chefe de estado francês Nicolas Sarkozy anunciará sua candidatura à eleição presidencial francesa na quarta-feira à noite no canal privado TF1, informaram nesta terça-feira fontes do palácio presidencial. Segundo a imprensa francesa, a porta-voz de sua campanha será a atual ministra de Ecologia, Nathalie Kosciusko-Morizet.

A data-limite para o anúncio da candidatura é fixada em meados de março, mas o favoritismo ao candidato socialista, François Hollande, e a pressão da oposição, que acusa Sarkozy de realizar uma campanha disfarçada em todos os seus atos oficiais, impulsionaram esse passo. Segundo a última pesquisa do instituto Ifop, divulgada nesta terça-feira, Hollande tem 30% das intenções de voto no primeiro turno das eleições, programadas para 22 de abril, e 57,5% no segundo, marcadas para 6 de maio.

Apesar de ter perdido respectivamente um ponto e meio ponto com relação ao final de janeiro, Hollande segue à frente de Sarkozy, que obtém, segundo esse levantamento, 25% das intenções de voto no primeiro turno (meio ponto a mais) e 42,5% no segundo, com uma alta de meio ponto.

Oposição – Hollande reagiu diminuindo a importância do comunicado. “Todo mundo sabia que ele era candidato, isso não muda a situação, não muda nada em minha própria campanha”, afirmou. Já o candidato centrista François Bayrou se mostrou aliviado. “Já era tempo disso acontecer. Eu prefiro que ele entre em campanha e que as coisas fiquem claras”, disse.

“Qualquer que seja o momento de sua declaração, o presidente da República começará uma das reconquistas mais difíceis para um presidente em fim de mandato”, publicou nesta terça-feira o jornal Le Figaro. De fato, após planejar se declarar apenas no último minuto, meados de março, como fez com sucesso em 1988 o ex-presidente socialista François Mitterrand, Nicolas Sarkozy mudou sua estratégia e acelerou o calendário.

Propostas – Em suas últimas aparições na televisão, Sarkozy reafirmou que tem uma “reunião com os franceses” que não vai faltar, mas em todas elas destacou que sua prioridade é cumprir até o final suas responsabilidades à frente do estado. Enquanto isso, começaram a ser divulgadas algumas linhas de seu programa, e ele foi imediatamente acusado por seus adversários de “caçar nas terras da extrema-direita”.

Em entrevista concedida no sábado ao jornal Le Figaro, ele antecipou uma alta do imposto de renda para reduzir as cargas patronais e sua oposição ao casamento gay, à eutanásia e ao voto para os imigrantes legais nas eleições locais. Para a imprensa francesa, com as suas propostas, Sarkozy busca atrair os simpatizantes do ultradireitista Frente Nacional (FN), cuja líder, Marine Le Pen, tem intenções de voto no primeiro turno de 17,5%.

(Com agência EFE)

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