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Sarkozy anuncia “conferência de amigos da Líbia” para setembro

Presidente francês acredita que situação do país terá consequências na Síria

Por Da Redação - 24 ago 2011, 17h34

O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou nesta quarta-feira uma “conferência de amigos da Líbia” que deverá ser realizada em primeiro de setembro em Paris com o objetivo de preparar a era pós-Kadafi. O anúncio foi feito após uma reunião do presidente com o número dois da rebelião líbia, Mahmud Jibril.

“Decidimos de pleno acordo com o primeiro-ministro inglês David Cameron convocar uma grande conferência internacional para ajudar a Líbia livre de amanhã”, anunciou Sarkozy à imprensa, junto a Jibril. Na conferência, planeja-se desbloquear os fundos líbios congelados nos bancos no exterior e “passar da fase de colaboração militar para a de colaboração civil para a reconstrução”. Segundo Sarkozy, Rússia, China, Índia e Brasil serão convidados para a reunião.

Sarkozy disse que a França está “disposta a continuar nas operações militares sobre o terreno no âmbito da resolução 1973 da ONU enquanto o povo líbio estiver ameaçado e enquanto ainda houver resistência”. Por sua vez, Jibril afirmou que a batalha ainda não acabou, já que as forças de Muamar Kadafi continuam a bombardear várias cidades.

Síria – Para o presidente francês, a situação da Líbia e a evolução do avanço rebelde sobre o regime de Kadafi “terá sérias consequências na Síria”. “A população síria vê que a Líbia se libera e também tem direito a fazer o mesmo e a não permanecer condenada por um regime que não compreende que estamos em outro século”, disse o chefe de Estado na mesma reunião com Jibril.

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Sarkozy também descartou que a França vá atuar na Síria “sem uma resolução” do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). “Essa resolução é a base, mas isso não quer dizer que devamos deixar que o povo sírio seja massacrado por um regime que se desqualifica a cada dia”, afirmou.

Sanções – Também nesta quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Bernard Valero, disse que o seu país vai propor a suspensão das sanções à Líbia, bem como o do bloqueio de bens. “O Conselho Nacional de Transição (CNT) deve ter acesso aos recursos financeiros que foram congelados pelas resoluções de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estamos trabalhando nesse sentido”, disse Valero. Em fevereiro, a ONU aprovou por unanimidade uma série de sanções ao regime de Kadafi, que incluem o congelamento de bens e o embargo à venda de armas.

Pentágono – Enquanto isso, o Departamento de Defesa dos EUA afirmou nesta quarta-feira que as reservas de armas químicas líbias estão seguras, mas que há uma preocupação quanto a um arsenal de mísseis de curto alcance.

Em 2004, Kadafi aderiu à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) e foi obrigado a eliminar 11,25 toneladas de gás mostarda após o início dos protestos contra o seu regime, em fevereiro.

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(Com agências EFE e France-Presse)

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