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Sandy: número de mortes passa de 50 nos EUA

País inicia cálculo de prejuízos, que podem passar dos US$ 20 bilhões. Em NY, transporte público começa a ser reativado, mas luz só volta no fim de semana

Por Da Redação - 31 out 2012, 00h57

Enquanto começam a contabilizar os prejuízos materiais da devastadora passagem da tempestade Sandy por sua costa leste, que podem passar dos 20 bilhões de dólares, os Estados Unidos não param de acrescentar pessoas à fria estatística da contagem de mortos relacionados ao ciclone. Na noite desta terça-feira, o número de vidas perdidas confirmado chegou a 51.

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Só no estado de Nova York, morrerm 25 pessoas, 18 delas na maior cidade dos EUA. Além disso, foram registradas três mortes em Connecticut, duas em Maryland, uma em New Hampshire, seis em Nova Jersey, duas na Carolina do Norte, sete na Pensilvânia, duas na Virgínia, uma na Virgínia Ocidental e duas em Ohio, onde Sandy não passou em cheio, mas causou uma forte nevasca que provocou mortes em um acidente numa estrada. Considerando-se o total de mortes provocadas pelo fenômeno no Caribe e uma morte registrada no Canadá, a tempestade ceifou 120 vidas até o momento.

Em Nova York, a 18ª vida tirada pela tempestade na cidade foi anunciada prefeito Michael Bloomberg, em entrevista na noite desta terça. “Espero que não tenhamos mais (mortes)”, disse Bloomberg. Pela manhã, ele havia relatado 10 nova-iorquinos mortos em eventos relacionados ao fenômeno natural, mas já tinha feito uma previsão não muito animadora ao dizer que “tragicamente, o número de mortos deve crescer”.

Na entrevista coletiva, o prefeito informou ainda que a energia elétrica poderá voltar a funcionar nesta quarta-feira em algumas localidades, mas fez uma advertência: “Não se deve esperar que a maior parte das pessoas que não tem o serviço hoje o terá antes do fim de semana”. Bloomberg afirmou que o policiamento foi reforçado nas áreas da cidade que estão às escuras.

O prefeito mencionou também a dificuldade para evacuar alguns locais, dizendo que em muitos casos, apenas metade das pessoas atendem ao chamado, obrigando as equipes a resgatarem-nas mais tarde. Segundo ele, é preciso encontrar novas formas convencer as pessoas que a evacuação é para seu próprio bem. Questionado se o presidente Barack Obama visitaria a cidade, Bloomberg respondeu: “Nós adoraríamos recebe-lo, mas temos muitas coisas a fazer”. Obama deverá visitar Nova Jersey nesta quarta-feira.

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Na Costa Leste dos EUA a passagem de Sandy deixou pelo menos 8,1 milhões de casas e estabelecimentos comerciais sem energia – número próximo ao registrado durante a passagem do furacão Irene, em agosto de 2011, quando 8,4 milhões de residências ficaram no escuro.

Os transportes públicos da região nordeste do país foram severamente afetados. O serviço de trem que liga as cidades de Nova Jersey e Nova York deve permanecer suspenso por pelo menos uma semana, segundo o governador do estado de Nova Jersey, Chris Christie.

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O transporte público foi suspenso em Nova York, Baltimore, Filadélfia e Boston. O metrô de Nova York deve ficar quatro ou cinco dias sem funcionar, tempo necessário para tirar toda a água que inundou o sistema, mas os ônibus devem voltar a circular na cidade nesta terça, informou o prefeito, Michael Bloomberg.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos reclassificou Sandy de furacão para ciclone pós-tropical apó o fenômeno começar a perder força, diminuindo o volume de chuva sobre a costa leste dos EUA. Para ser considerado furacão, um ciclone precisa ter ventos de, no mínimo, 119 quilômetros por hora. Abaixo disso e acima de 61 quilômetros por hora, ele é considerado uma tempestade. Ainda assim, Sandy teve grande poder de destruição, uma vez que seus ventos continuaram fortes – em torno dos 100 quilômetros por hora – mesmo sobre o continente.

(Com agências EFE e France-Presse)

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