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Salvini autoriza desembarque de 116 migrantes após acordo com UE

Itália havia bloqueado entrada de estrangeiros no país; migrantes serão distribuídos com outros cinco países europeus

Por Da Redação - Atualizado em 31 jul 2019, 19h29 - Publicado em 31 jul 2019, 14h11

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, anunciou nesta quarta-feira, 31, que 116 migrantes que estão há uma semana em um navio-patrulha da Guarda Costeira desembarcarão no porto de Augusta, na Sicília, depois de seu governo ter chegado a um acordo para que sejam distribuídos com Portugal, Alemanha, França, Irlanda e Luxemburgo.

Segundo Salvini explicou em um vídeo no seu Facebook, uma parte do grupo de migrantes ficará na Itália em lugares administrados pela Igreja Católica.

O navio-patrulha Gregoretti acolhia desde a semana passada 135 imigrantes que zarparam da Líbia no dia 25 de julho a bordo de duas balsas e outros cinquenta que foram resgatados por um pesqueiro italiano.

Salvini vinha se recusando a deixá-los desembarcar na Itália sem que houvesse um acordo para que todos fossem distribuídos com outros países da União Europeia (UE).

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Nestes últimos dias, já haviam sido liberados uma mãe no oitavo mês de gestação, seu marido e seus dois filhos pequenos e posteriormente alguns migrantes menores de idade não acompanhados.

“Uma solução europeia foi encontrada para as mulheres e homens presos no navio Gregoretti”, tuitou o presidente da França, Emmanuel Macron, após o anúncio desta quarta. “Eles desembarcarão na Itália e serão recebidos em seis países, incluindo a França. Nosso país é fiel a seus princípios: responsabilidade, solidariedade e cooperação europeia.”

A promotoria da província de Siracusa, onde fica o porto de Augusta, abriu uma investigação sobre a situação do barco e ordenou uma inspeção médica.

Segundo o promotor Fabio Scavone, as condições no navio eram muito delicadas, com só um banheiro para as 116 pessoas a bordo. Além disso, foi confirmado que 29 pessoas sofriam de doenças, entre elas sarna e um suposto caso de tuberculose.

Scavone tinha aconselhado o desembarque imediato dos migrantes doentes para impedir possíveis epidemias.

Outras embarcações italianas já foram proibidas de atracar em ocasiões anteriores pelo governo. Em agosto do ano passado, outro navio-patrulha da Guarda Costeira foi bloqueado por Salvini em frente à costa da Sicília durante cinco dias com 138 imigrantes a bordo.

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A decisão custou a Salvini uma investigação judicial por sequestro de pessoas, mas o procedimento foi suspenso depois que a maioria dos senadores votou contra autorizar a abertura do processo judicial, mantendo sua imunidade parlamentar.

(Com EFE)

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