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Saída de time tailandês de caverna por mergulho ‘não é aconselhável’

Situação de risco preocupa socorristas, principalmente após a morte de um mergulhador tailandês

Por Da Redação - Atualizado em 9 jul 2018, 19h42 - Publicado em 6 jul 2018, 19h59

A saída por mergulho dos 12 meninos e seu treinador de uma caverna inundada na Tailândia “não é aconselhável”, anunciaram nesta sexta-feira (6) as autoridades após a morte de um ex-membro da Marinha tailandesa que trabalhava na operação de resgate.

“As crianças não podem mergulhar por enquanto”, explicou Narongsak Osottanakorn, governador da província de Chiang Rai e que também atua como chefe da célula de crise.

“O problema agora é quando estarão prontos para mergulhar”, acrescentou.

As autoridades reconhecem que o tempo para o resgate do grupo preso na caverna de Thuam Lang, localizada no norte da Tailândia, na fronteira com Mianmar, é limitado. Além disso, a morte do socorrista mostra a dificuldade de um resgate sem colocar em perigo a vida dos meninos e de seu treinador de futebol, presos há 13 dias na caverna.

“A princípio, pensávamos que as crianças poderiam ficar durante muito tempo. Mas a situação mudou, e agora nos resta um tempo limitado”, declarou o comandante da Marinha, Apakorn Yookongkaew, um dos coordenadores da célula de crise.

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Yookongkaew também explicou que cilindros de oxigênio foram espalhados ao longo da caverna para tentar abastecer as crianças e seus acompanhantes, incluindo o treinador do time de futebol. Mas ele não citou uma tentativa de resgate nesta sexta-feira, quando a meteorologia prevê o retorno das chuvas de monção nesta região montanhosa da Tailândia.

A informação foi divulgada poucas horas depois da morte do mergulhador tailandês. “Após ter entregue uma reserva de oxigênio, ficou sem ar em seu retorno”, declarou o vice-governador da província de Chiang Rai, Passakorn Boonyaluck.

“Perdeu a consciência no caminho de volta, seu companheiro de mergulho tentou ajudá-lo e carregá-lo”, revelou o oficial da Marinha Apakorn Yookongkaew.

A tragédia recorda a dificuldade do caminho que precisa ser percorrido, debaixo d’água, para chegar aos 12 meninos e seu treinador, bloqueados na caverna inundada.

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As equipes de emergência tentavam avançar o máximo em seus preparativos de resgate, antes do retorno da chuva.

Os socorristas esperam conseguir, com a ajuda de máquinas, reduzir o nível da água de modo suficiente para que os meninos consigam sair da caverna sem a necessidade de mergulhar, ou com mergulhos apenas em pontos específicos.

5 horas de mergulho

No momento, um mergulhador experiente precisa de 11 horas para fazer uma viagem de ida e volta até o local em que estão os jovens: seis de ida e cinco para volta, graças à ajuda da corrente.

O trajeto tem vários quilômetros e inclui passagens estreitas e trechos sob a água. Mas os socorristas evitam se pronunciar a favor de um resgate dos meninos através do mergulho.

“Seguimos considerando várias opções”, declarou o general Chalongchai Caiyakam.

Tempo de percurso com mergulho em caverna na Tailândia onde equipe de futebol está presa
Tempo de percurso com mergulho em caverna na Tailândia onde equipe de futebol está presa Arte/VEJA

No momento, os socorristas dizem que preferem esperar a água baixar e manter o grupo na caverna até que possa ser retirado caminhando, com uma parte mínima de trechos submersos, que seriam percorridos com máscaras.

Esta é a opção privilegiada pelas autoridades, que instalaram um amplo sistema de bombeamento da água, com a ajuda de engenheiros japoneses, e já retiraram da caverna um volume equivalente a mais de 50 piscinas olímpicas.

As tempestades de monção provocaram o bloqueio dos meninos na caverna no dia 23 de junho, quando o grupo decidiu, por um motivo que ainda não está claro, entrar no local depois do treino de futebol.

Ao mesmo tempo, a equipe de resgate procura uma via de entrada a partir do topo da montanha que esteja conectada, ou que seja fácil de conectar com um trabalho de perfuração à parte da caverna em que estão as crianças.

Corte transversal de cavernas na Tailândia onde um time de futebol está preso.
Corte transversal de cavernas na Tailândia onde um time de futebol está preso. Arte/VEJA

(Com AFP)

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