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Saída de Perry e triunfo de Santorum em Iowa sacodem disputa republicana

Por Da Redação - 19 jan 2012, 17h11

Miriam Burgués.

Washington, 19 jan (EFE).- A desistência do governador do Texas, Rick Perry, e a notícia que Rick Santorum superou Mitt Romney nos caucus (assembléias populares) de Iowa, sacudiram nesta quinta-feira a disputa pela candidatura presidencial republicana nos Estados Unidos.

Romney, ex-governador de Massachusetts, ainda é o favorito para vencer as primárias da Carolina do Sul no sábado, mas a reviravolta de resultados em Iowa a favor de Santorum e o apoio de Perry a outro dos pré-candidatos, Newt Gingrich, poderiam complicar-lhe o panorama.

Perry, que já tinha cogitado abandonar a disputa após o resultado ruim em Iowa, decidiu depois não participar das primárias de New Hampshire e apostar tudo na Carolina do Sul, mas as previsões pessimistas para essa votação, onde as pesquisas o colocavam em último lugar, provocaram finalmente sua renúncia.

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‘Estou suspendendo minha campanha e apoiando Newt Gingrich para que seja presidente dos EUA’, anunciou o governador em um discurso diante da imprensa em North Charleston, na Carolina do Sul, acompanhado de sua mulher, Anita, e de seu filho.

Após admitir que ‘não há um caminho viável’ para ele na luta para ser o candidato republicano que enfrentará o presidente Barack Obama nas eleições de novembro, tornou público seu apoio a Gingrich, a quem definiu como um ‘conservador visionário’ que pode ‘transformar’ o país.

Apesar de seu forte empurrão inicial e de uma elevada arrecadação de fundos, Perry teve participações decepcionantes nos debates televisados com seus rivais e cometeu erros que o fizeram cair nas pesquisas.

Além de sua manifesta ignorância em vários temas de política externa, na memória de muitos espectadores permanece o momento em que em um desses debates se esqueceu de uma das agências federais que tinha prometido eliminar se fosse presidente.

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Muito criticados foram também seus comentários contra a presença de homossexuais nas Forças Armadas e a afirmação, na segunda-feira, que a Turquia está ‘governada por pessoas que muitos consideram terroristas islâmicos’.

Com a retirada de Perry só restam quatro candidatos em disputa: Romney, Gingrich, o ex-senador Santorum e o congressista de ideologia libertária, Ron Paul.

Santorum, católico e ultraconservador, estava em baixa, mas a notícia de que em Iowa, que abriu as primárias no dia 3 de janeiro, obteve 34 votos a mais que Romney pode lhe dar um novo impulso.

Inicialmente havia sido informada a vitória de Romney por oito votos, mas hoje, de acordo com os últimos resultados certificados pelo Partido Republicano de Iowa, foi divulgado que Santorum conseguiu 29.839 votos contra 29.805 do ex-governador.

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No entanto, Santorum não pode ser declarado ainda oficialmente vencedor, porque os votos de oito distritos eleitorais estão desaparecidos, segundo explicou em comunicado o Partido Republicano de Iowa.

O mais beneficiado pela reviravolta de resultados em Iowa e pela retirada de Perry pode ser Gingrich, ex-presidente da Câmara de Representantes e que, segundo as pesquisas, encurtou a distância em relação a Romney na Carolina do Sul.

Duas pesquisas dos canais ‘NBC’ e ‘CNN’ outorgam a Romney uma vantagem de 10 pontos sobre Gingrich, frente aos quase 20 pontos que lhes separavam dias atrás.

O apoio de Perry pode ser crucial para Gingrich, depois que a ex-candidata republicana à Vice-Presidência Sarah Palin, uma das líderes do movimento ultraconservador Tea Party, disse na terça-feira que, se morasse Carolina do Sul, votaria nele.

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Contra si, Gingrich tem a aparente incoerência entre seus valores conservadores e sua vida pessoal, marcada por infidelidades matrimoniais (casou-se pela terceira vez com uma ex-amante).

Sua segunda mulher, Marianne Gingrich, revelou em uma entrevista à rede ‘ABC’, que será transmitida hoje, que seu marido lhe propôs ‘um casamento aberto’ para poder manter uma relação com sua então amante e agora esposa, Calista.

‘Veio e me disse que queria continuar casado comigo e ainda manter uma relação com Calista’, contou Marianne Gingrich na entrevista. EFE

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