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Russos vão às urnas votar reforma que pode manter Putin no poder até 2034

Se aprovado, o novo texto dará ao presidente mais dois mandatos, o que o deixaria no comando até completar 84 anos

Por Da Redação Atualizado em 25 jun 2020, 13h26 - Publicado em 25 jun 2020, 13h13

Em meio à pandemia de Covid-19, doença causada pelo coronavírus, os russos vão às urnas nesta quinta-feira, 25, votar a reforma da Constituição promovida pelo presidente Vladimir Putin. Se aprovada, dará a Putin a possibilidade de ficar no Kremlin até 2034, quando fará 84 anos de idade.

Devido à pandemia, as autoridades russas vão deixar as urnas abertas até o dia 1° de julho com o objetivo de evitar aglomerações. Nas salas, há álcool em gel e máscaras à disposição dos cerca de 110 milhões de eleitores do país.

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O pleito é contestado pela oposição, que acusa Putin de dar um golpe de Estado. Alexey Navalny, principal voz opositora dentro do país e preso diversas vezes, disse que a reforma tem o objetivo de “zerar o contador dos mandatos de Putin e lhe dar o direito a uma Presidência vitalícia”.

Nas ruas, há pouca ou alguma oposição ao referendo. As manifestações contrárias à reforma e que estavam previstas em abril não puderam acontecer por causa da pandemia. Na internet, o portal Niet, que coletava assinaturas de russos contrários à reforma, foi bloqueado pela Justiça, que o obrigou a mudar de nome.

  • No entanto, a vitória do sim já é dada como certa, apesar da queda de popularidade de Putin – de maio de 2018 a maio de 2020, seu nível de aprovação caiu de 79% para 59%, segundo o instituto independente Levada. Tanto que as livrarias de Moscou já começaram a vender o texto da Constituição reformada.

    No domingo 21, Putin declarou na televisão que ainda não decidiu se continuará no Kremlin depois de 2024, mas que lhe parece importante ter essa opção disponível. “Do contrário, sei que, em dois anos, em vez de trabalhar normalmente em todos os níveis do Estado, os olhares estarão postos na busca de eventuais sucessores. Temos que trabalhar, em vez de buscar sucessores”, afirmou.

    A reforma também concede ao presidente prerrogativas como a designação e a demissão de juízes, a indexação de aposentadorias, a menção à “fé em Deus” e a definição do casamento como uma instituição apenas entre homem e mulher.

    (Com AFP)

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