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Rússia rejeita pedido da ONU por indenização à Ucrânia

Kremlin afirma que impedirá uso de reservas russas confiscadas pelo Ocidente para financiamento de reparações por danos de guerra em Kiev

Por Da Redação 15 nov 2022, 14h31
Rússia rejeita pedido da ONU por indenização à Ucrânia Priorize VEJA no Google

A Rússia rejeitou nesta terça-feira, 15, uma resolução das Nações Unidas que prevê o pagamento de reparações pela destruição causada pela guerra na Ucrânia.

A decisão, aprovada em Assembleia Geral da agência na segunda-feira 14, afirma que Moscou “deve arcar com as consequências legais de todos os seus atos internacionalmente ilícitos, incluindo a reparação do prejuízo, incluindo qualquer dano, causado por tais atos”.

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O documento também recomenda que os Estados membros da organização, em colaboração com a Ucrânia, criem um registro internacional de evidências e reclamações contra a Rússia.

A resolução foi apoiada por 94 dos 193 estados membros, enquanto 14 – incluindo Rússia, China e Irã – votaram contra. Os demais países se abstiveram, incluindo o Brasil.

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Além de rejeitar a proposta, o Kremlin alegou que impedirá o uso de reservas internacionais russas confiscadas no pagamento das reparações.

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, acusou o Ocidente de tentar “formalizar o roubo” e violar as regras da propriedade privada e do direito internacional.

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Apesar do peso simbólico, as decisões da Assembleia Geral das Nações Unidas não têm o poder de impor seus cumprimento.

Antes da votação, o embaixador de Kiev, Sergiy Kyslytsya, disse às autoridades reunidas que a ofensiva russa na guerra tinha como alvo desde fábricas a prédios residenciais e hospitais ucranianos.

Além da necessidade de financiamento para reconstrução da infraestrutura, Kyslytsya enfatizou que a recuperação “nunca será completa sem um senso de justiça para as vítimas da guerra”, acrescentando que “é hora de responsabilizar a Rússia”.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou a resolução, dizendo que as reparações agora são “parte da realidade jurídica internacional”.

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Já o embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, classificou o plano como “legalmente nulo e sem efeito” e acusou o Ocidente de “tentar prolongar e piorar o conflito”.

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A ordem de indenizações após conflitos é algo comum na história. O mais famoso são os 269 bilhões de marcos que a Alemanha foi obrigada a pagar após a Primeira Guerra Mundial. O valor é equivalente a US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão) hoje.

Berlim outras potências do eixo também foram forçadas a financiar reparações após esse conflito, mas com maior ênfase na reconstrução da Europa do que como forma de punição.

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