Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Rússia não consegue estabelecer contato com sonda enviada a Marte

Por Da Redação 10 nov 2011, 04h25

Moscou, 10 nov (EFE).- As tentativas de estabelecer contato com a sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, que permanece na órbita terrestre, não deram nenhum resultado por enquanto.

‘Nas últimas horas, os especialistas do centro de comando de terra realizaram várias tentativas, mas a sonda não responde e são cada vez menores as possibilidades de êxito’, disse um analista da base cazaque de Baikonur à agência ‘Interfax’.

A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que as possibilidades de conseguir reaver a sonda e enviá-la a Marte são ‘muito pequenas’.

As tentativas de retomar o controle da sonda foram realizadas ontem à noite, quando o aparelho estava na zona de visibilidade das estações de acompanhamento russas.

A Phobos-Grunt, lançada nesta terça-feira de Baikonur, devia chegar a Marte, mas uma falha ainda não esclarecida deixou a sonda, de 13,5 toneladas de massa, perdida na órbita terrestre.

Continua após a publicidade

A Roskosmos (agência espacial russa) declarou que há possibilidades de recuperar o aparelho, já que este conserva todo seu combustível e seus acumuladores não se esgotaram. No entanto, alguns especialistas se mostram cada vez mais pessimistas sobre o destino da sonda.

‘Em minha opinião, a Phobos-Grunt está perdida. A probabilidade de isso ter acontecido é muito alta’, declarou o general Vladimir Uvárov, ex-responsável de assuntos espaciais das Forças Armadas da Rússia.

‘Parece que estamos diante de uma falha mais séria, que não é produto de um erro intelectual, mas tecnológico’, destacou o militar em entrevista publicada hoje pelo jornal oficial ‘Rossíiskaya Gazeta’.

O lançamento da Phobos-Grunt devia marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, uma das duas luas de Marte, o pouso em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com 200 gramas de amostras do solo do satélite marciano.

O projeto, com um custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar. EFE

Continua após a publicidade
Publicidade