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Rússia liberta dois dos trinta ativistas presos por ação do Greenpeace

As autoridades russas concederam liberdade sob o pagamento de fiança à médica Yekaterina Zaspa e ao fotógrafo freelancer Denis Sinyakov

Depois de mandar soltar a médica Yekaterina Zaspa, a Justiça russa libertou nesta segunda-feira o fotógrafo Denis Sinyakov. Ambos são russos e fazem parte do grupo de trinta ativistas do Greenpeace presos desde 18 de setembro, após um protesto na plataforma da empresa estatal Gazprom, especializada na extração de petróleo no Ártico. Os dois foram soltos após o pagamento de uma fiança de 2 milhões de rublos (aproximadamente 61.300 dólares).

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Uma corte em São Petersburgo, no entanto, negou o pedido de fiança feito por outro ativista do Greenpeace. O australiano Colin Russell entrou com a apelação antes do anúncio judicial, mas acabou perdendo a causa para a promotoria. Responsável por operar o rádio do navio Arctic Sunrise, Russell terá de seguir a nova determinação da Justiça russa e permanecer na prisão até o dia 24 de fevereiro. As autoridades não esclareceram quais foram as justificativas para a divergência entre as decisões.

“Estou aqui para defender minha inocência. Eu não cometi um crime. Nunca fui violento”, disse Russell, que foi levado ao tribunal algemado e confinado em uma cela. As negativas aos pedidos de fiança foram exaustivamente repetidas pela Justiça russa durante o período em que os ativistas ficaram detidos em uma penitenciária em Murnmansk, ao noroeste do país. Entre os ativistas que tiveram as apelações rejeitadas está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel.

Os trinta membros do Greenpeace foram inicialmente indiciados por pirataria, cuja pena máxima poderia render até quinze anos de prisão. A Justiça, contudo, decidiu mudar as acusações para vandalismo, com sentença de até sete anos em regime fechado. Líderes políticos ocidentais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel e a presidente Dilma Rousseff, além do governo holandês, cuja bandeira estava hasteada no Arctic Sunrise, expressaram preocupação e pediram ao presidente Vladimir Putin a libertação dos ativistas. Celebridades, como os cantores Paul McCartney e Madonna, e onze ganhadores do Nobel da Paz também manifestaram apoio aos membros do Greenpeace.

(Com agência Reuters)