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Rússia garante que não invadirá a Ucrânia

O acúmulo de tropas russas ao longo da fronteira leste com o país vizinho segue preocupando autoridades de defesa dos Estados Unidos, que dizem não estar convencidas sobre as intenções de Moscou

A Rússia não tem intenção ou interesse de cruzar a fronteira com a Ucrânia, assegurou o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, neste sábado. O acúmulo de tropas russas ao longo da fronteira leste com o país vizinho segue preocupando autoridades de defesa dos Estados Unidos, que dizem não estar convencidas sobre as intenções de Moscou. Lavrov garantiu que a Rússia está interessada apenas em proteger os direitos de russos que vivem na Ucrânia.

O chanceler salientou ainda que as posições da Rússia e do Ocidente quanto à situação da Ucrânia estão ficando mais próximas com negociações com Estados Unidos, Alemanha, França e outros países, mostrando agora que os dois lados podem inclusive propor uma iniciativa conjunta ao governo ucraniano.

Lavrov voltou a defender que o governo da Ucrânia promova uma reforma constitucional e avalie a transformação do país em uma república federativa, onde as regiões teriam maior autonomia para conduzir suas próprias políticas econômicas e sociais. Também afirmou que a Ucrânia deveria tornar o russo seu segundo idioma.

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Também neste sábado, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, garantiu que não tinha nenhuma intenção de fazer outro movimento militar sobre a Ucrânia depois da anexação da Crimeia.

Ban afirmou que, durante as suas visitas a Moscou e Kiev nos dias 20 e 21 de março, “as tensões estavam muito elevadas”. Ele contou ter pedido a líderes dos dois países para acalmar os ânimos e iniciar conversas diretas. Também sugeriu aos líderes ucranianos que deem resposta às preocupações da Rússia sobre russos étnicos em seu território.

Ban e o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, falaram com repórteres depois que o secretário-geral relatou ao Conselho de Segurança a portas fechadas as suas conversas recentes com Putin em Moscou e com os líderes ucranianos em Kiev.

Churkin reforçou que Putin já deixou claro que não haverá nenhuma nova mobilização russa sobre território ucraniano. Sem citar nomes, ele acusou países de “tentar criar artificialmente a atmosfera de uma crise internacional”. “Nossas forças na Rússia estão passando por sua rotina habitual, permanecendo em seus quartéis ou fazendo algum treinamento”, afirmou. “Mas não há risco de qualquer iniciativa da Rússia contra a Ucrânia.”

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(com Estadão Conteúdo)