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Rússia entrega plano sobre arsenal químico sírio aos EUA

Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e secretário de Estado americano, John Kerry, vão se reunir na quinta-feira para discutir proposta

Por Da Redação 11 set 2013, 14h36

A Rússia anunciou nesta quarta-feira que entregou para os Estados Unidos o plano que prevê a entrega do arsenal de armas químicas da Síria para uma comissão internacional. A informação é da agência estatal de notícias russa Interfax. De acordo com fontes diplomáticas russas e americanas, o plano vai ser discutido entre o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado americano, John Kerry, na quinta-feira, em Genebra.

O encontro entre Lavrov e Kerry será realizado em um hotel, e não na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), como ocorreu nas reuniões internacionais anteriores sobre a Síria na cidade.

Fontes da ONU indicaram que é provável que o mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, que representa tanto a organização quanto a Liga Árabe nas negociações do conflito, também se reúna em algum momento com Lavrov e Kerry durante a passagem dos dois por Genebra.

A reunião vai acontecer dois dias depois do anúncio de que a Síria concordou com a proposta russa de entrega do controle do arsenal químico do ditador Bashar Assad. O plano foi apresentado pelos russos na segunda-feira, logo após um discurso de John Kerry em que o secretário disse que a Síria poderia evitar uma eventual intervenção militar liderada pelos EUA se o regime de Assad entregasse as armas químicas. No dia seguinte, Lavrov disse que seu país e os sírios estavam trabalhando para elaborar um “plano efetivo e concreto” sobre a questão.

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Plano – A intenção da Rússia é evitar um ataque dos EUA à Síria, sua aliada de longa data no Oriente Médio. Já os americanos, que acusam o regime de Assad de usar gás sarin em um ataque contra a população da Síria no dia 21 de agosto, uma ação que teria deixado mais de 1.400 mortos, disseram estar céticos com relação ao plano russo, que ainda não teve detalhes divulgados. Por enquanto, os EUA dizem que vão investir na busca de uma solução diplomática.

Na terça-feira, Kerry defendeu que o plano russo deve incluir um “processo verificável” com acesso internacional a todos os locais suscetíveis de abrigar armas químicas. Além disso, os EUA querem que o plano mencione as “consequências” para o caso de o plano não passar de uma manobra para ganhar tempo.

Logo após o ataque de 21 de agosto, o presidente americano, Barack Obama, passou a usar uma retórica dura contra Assad e defendeu um ataque punitivo ao regime do ditador. Mas, nas semanas seguintes, o governo americano pareceu hesitar em tomar a iniciativa. Em discurso à nação na noite desta terça-feira, Obama – sempre reconhecido como um orador brilhante -, não conseguiu se livrar da pecha de ser fraco e vacilante na condução da política externa.

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