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Rússia é criticada por condenação de cantoras

Sentença de prisão de dois anos contra as garotas punks que fizeram protesto contra Putin provoca reações internacionais

Por Da Redação 18 ago 2012, 13h01

A Rússia é alvo de onda de críticas pela condenação a dois anos de prisão das três integrantes do grupo de punk rock Pussy Riot. No exterior, a sentença pronunciada contra Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Yekaterina Samutsevich, de 30 anos, e Maria Alyokhina, de 24 anos, tem causado mal estar. Em fevereiro, elas entoaram uma “oração punk” contra o atual presidente russo Vladimir Putin na catedral de Cristo Salvador, em Moscou.

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De Washington a Berlim, passando por Paris ou Bruxelas, a sentença foi classificada de “desproporcional” pelas potências ocidentais. Diante da indignação provocada pela condenação, o ministério russo das Relações Exteriores respondeu, neste sábado, em um comunicado lacônico, que o código penal prevê que “os crimes cometidos contra a religião e as opiniões, incluindo os atos de vandalismo nos locais de oração, sejam castigados com uma pena de prisão de até três anos”. (Continue lendo o texto)

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Vídeo: Europeus protestam em apoio à banda Pussy Riot

Putin não se pronunciou até o momento, embora o porta-voz do presidente tenha ressaltado que a decisão depende do tribunal. “Putin já disse em várias oportunidades que não tinha o direito de impor seu ponto de vista ao tribunal”, declarou o porta-voz.

Na Rússia, as opiniões estão divididas. Neste sábado, o jornal popular Moskovski Komsomolets traz como manchete: “A pena que divide a sociedade: dois anos de prisão”. Já o jornal Komsomolskaya Pravda se posicionou claramente contra a pena. “Dois anos é muito”, escreveu.

Segundo uma pesquisa realizada pela rádio Eco de Moscou, 77% dos ouvintes consideram que “não é possível estar de acordo” com a condenação. Para Denis Dvornikov, integrante de um órgão consultivo que assessora as autoridades, “tudo depende da apelação”. “No recurso, a pena será reduzida para que as presas possam sair um mês depois. Além disso, agora há razões de peso para que ocorra assim, após as declarações oficiais da Igreja Ortodoxa”, acrescentou.

Isso porque, na sexta-feira, a Igreja pediu “clemência” para as três cantoras, “sem colocar em questão a legitimidade da decisão da justiça”. A atitude intransigente da hierarquia ortodoxa russa no caso Pussy Riot afetou a imagem da Igreja na sociedade e perturbou alguns fiéis, incluindo sacerdotes, para os quais perdoar as jovens teria sido mais compatível com os valores cristãos.

(Com agência AFP)

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