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Rússia diz que grupo ‘Amigos da Síria’ encoraja extremistas

Na quinta-feira, os estados ocidentais prometeram ajuda financeira aos rebeldes

Por Da Redação 1 mar 2013, 09h29

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich, disse em um comunicado nesta sexta-feira que as decisões tomadas na véspera da reunião em Roma do grupo de países “Amigos da Síria”, em que os estados ocidentais prometeram ajuda aos rebeldes sírios, encorajaria os adversários de Bashar Assad a buscar a derrubada do governo pela força.

Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

Na quinta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou que os EUA doarão 60 milhões de dólares (118 milhões de reais) em alimentos e medicamentos à oposição síria, especificando que o montante não financiará armamentos. O anúncio foi feito durante a reunião entre os “Amigos da Síria” e o líder da Coalizão Nacional Síria (CNS), principal aliança opositora, Ahmed Muaz al Khatib.

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Segundo Kerry, o presidente americano, Barack Obama, está ciente da necessidade de intervir a favor da oposição ao governo de Bashar Assad com uma “ajuda direta, não letal”. O dinheiro será usado para “reconstruir áreas afetadas por bombardeios, prestar serviços às áreas liberadas e manter a estabilidade” no país. O dinheiro também deverá ser empregado em serviços sanitários e de educação.

A reunião, da qual participaram nove ministros das Relações Exteriores, entre eles o italiano Giulio Terzi, o britânico William Hague e o turco Ahmet Davutoglu, serviu para pedir a Bashar Assad que abandone a violência e deixe o poder. Terzi anunciou que no encontro foi dado “um passo adiante” no apoio humanitário e de material logístico. O secretário americano, por sua vez, disse que Assad “deve deixar o poder”.

Segurança – Na quarta-feira, a imprensa americana afirmou que a Casa Branca caminhava em direção a uma importante mudança em sua política relacionada à Síria, podendo passar a fornecer equipamentos para os rebeldes que querem derrubar Bashar Assad. Segundo o Washigton Post, os planos incluiriam o envio de blindagens corporais e veículos armados, além de treinamento militar. Porém, essas medidas não foram citadas no discurso de hoje.

A possível mudança para um papel mais ativo em relação à Síria surge em um momento em que os EUA e seus aliados concluem que há pouca chance imediata para um acordo político negociado com Assad. Autoridades ocidentais também reconhecem que a coalizão de oposição não deve desenvolver rapidamente uma infraestrutura de governo ou atrair o apoio de minorias sírias que têm uma posição mais neutra e mesmo de apoiadores do ditador.

(Com agência Reuters)

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