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Rússia culpa Ucrânia por ataque com bomba que matou 5 em restaurante de luxo em Moscou

Acredita-se que chefe da Força Aérea russa fosse o alvo do atentado; Kiev não se pronunciou sobre o incidente

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 ago 2026, 11h25
Rússia culpa Ucrânia por ataque com bomba que matou 5 em restaurante de luxo em Moscou Priorizar nos meus resultados Google

A Rússia culpou a Ucrânia por um atentado com bomba em um restaurante de luxo no centro de Moscou, que matou cinco pessoas no último sábado. Em um comunicado divulgado no domingo 2, a chancelaria russa falou em “terrorismo ucraniano” e citou diretamente o presidente Volodymyr Zelensky ao atribuir a responsabilidade pela explosão.

“Os tentáculos sangrentos da gangue terrorista de Zelensky alcançaram o restaurante italiano Balzi Rossi, em Moscou”, escreveu a embaixada russa na Itália em comunicado divulgado no X (ex-Twitter). “Já ficou absolutamente claro que esse e outros ataques terroristas na Rússia, em Mônaco e em outros lugares são evidências de que o contágio terrorista ucraniano já está começando a se espalhar pela Europa e, em particular, pela Itália”, acrescentou.

A nota também compara o governo ucraniano à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, afirmando que Zelensky é um “terrorista destinado a ter o mesmo fim que Osama bin Laden“, e alfineta as nações europeias e os Estados Unidos, aliadas de Kiev: “Aqueles que continuam a se associar a esses canalhas (…) e continuam fornecendo-lhes dinheiro e armas são, eles próprios, cúmplices de terroristas”, disparou a embaixada.

A explosão ocorreu na noite de sábado, 1º de agosto, perto da entrada do restaurante sofisticado, situado em um dos sete arranha-céus da era stalinista da cidade, na Praça Kudrinskaya. Promotores russos informaram que uma mulher, cuja identidade ainda não foi revelada, tentou entrar no Balzi Rossi com um artefato explosivo improvisado, mas foi barrada por um segurança. O dispositivo detonou momentos depois, matando cinco pessoas e ferindo outras 19.

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Quem era o alvo?

Autoridades locais não divulgaram os nomes das vítimas e não informaram quem era o alvo do atentado, mas há especulações crescentes por parte da mídia indepentende russa e blogueiros militares pró-Kremlin de que a explosão visava o coronel-general Aleksandr Chayko, comandante das Forças Aeroespaciais da Rússia. Segundo fontes em ambas essas esferas, ele estaria participando de um banquete privado no restaurante para celebrar seu 55º aniversário.

Chayko é um dos principais comandantes militares da Rússia; ele liderou a ofensiva fracassada contra Kiev no início de 2022 antes de ser promovido ao comando da Força Aérea.

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Homem de meia-idade, pele clara e cabelo escuro, vestindo um uniforme militar azul-marinho com insígnias douradas nos ombros e lapelas, gravata preta e camisa azul-clara. Ele exibe diversas medalhas e fitas coloridas no peito, com uma bandeira azul e dourada ao fundo. Sua expressão é séria e ele olha diretamente para frente
O coronel-general Aleksandr Chayko, comandante das Forças Aeroespaciais da Rússia. – (X/Reprodução)

O canal do Telegram VChK-OGPU, conhecido por publicar vazamentos de dentro dos serviços de segurança russos, informou que Chayko saiu ileso. Segundo o perfil, a filha dele, Maria, ficou gravemente ferida na explosão, enquanto o marido dela, Daniil Peredriy, morreu. Eles estavam do lado de fora, no terraço do restaurante, quando a bomba detonou.

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O jornal russo Kommersant, enquanto isso, noticiou que os investigadores acreditam que a mulher que portava o explosivo talvez não soubesse que estava transportando uma bomba. A reportagem sugeriu que o artefato foi detonado remotamente por outra pessoa, matando a emissária. Entre as outras vítimas, segundo a imprensa, estava um membro do Serviço Federal de Proteção (FSO), a unidade de elite da Rússia.

O que diz a Ucrânia?

Até a publicação desta reportagem, Kiev ainda não havia se pronunciado sobre o incidente.

Desde o início da invasão russa, há quatro anos e meio, os serviços de inteligência ucranianos selecionaram dezenas de militares russos de alto escalão e outras autoridades como alvos legítimos, acusando-os de envolvimento em crimes de guerra. As agências da Ucrânia já empregaram diversas táticas para realizar ataques direcionados, recorrendo tanto a voluntários quanto a civis que sequer sabiam que participavam de um atentado.

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Com esses métodos, conseguiram matar pelo menos quatro generais russos e vários outros militares de alta patente, bem como ativistas pró-guerra em áreas profundas do território russo, embora algumas operações não tenham atingido os alvos pretendidos. Em 2022, um carro-bomba matou Darya Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista russo Aleksandr Dugin, em um ataque que, segundo se acredita amplamente, mirava o pai dela.

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