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Rússia considera inaceitável projeto da ONU sobre a Síria

Governo afirma que vai usar o poder de veto no Conselho de Segurança

Por Da Redação 12 jul 2012, 16h22

A Rússia declarou que vai usar seu poder de veto na condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU se o projeto de resolução sobre a Síria, apresentado pelos países ocidentais, for votado nesta quinta-feira. O governo classificou como “inaceitáveis” as obrigações impostas ao governo sírio.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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O vice-ministro de Relações Exteriores russo, Guennadi Gatilov, afirmou que o projeto não é equilibrado. No texto, europeus e americanos dão um prazo de dez dias ao regime de Damasco para que retire suas tropas e armas pesadas das cidades rebeldes, sob pena de sanções econômicas.

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“Essa é a razão pela qual nós consideramos que esse projeto não está em conformidade com o comunicado de Genebra, nem com o conteúdo do plano de paz de Kofi Annan, e é para nós inaceitável”, acrescentou Gatilov.

No dia 6 de julho, a conferência Amigos da Síria, formada por uma centena de países reunidos em Paris, apoiou o plano do emissário internacional Kofi Annan e o acordo articulado em 30 de junho em Genebra sobre uma transição política. O grupo decidiu “aumentar massivamente a ajuda à oposição” síria.

Na terça-feira, o governo russo apresentou uma resolução na ONU que apoia a transição na Síria, desde que seja realizada com apoiadores do regime e membros da oposição. A Rússia também descumpriu o acordo de não enviar ‘novas armas’ à Síria enquanto a situação nesse país continuar instável. O governo de Damasco é aliado russo desde a era soviética.

(Com agência France-Presse)

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