Clique e assine a partir de 9,90/mês

Rússia ameaça rebater novas sanções dos EUA ao Irã

Governo iraniano minimizou o impacto das medidas anunciadas por Trump após destruição de drone americano

Por Da Redação - Atualizado em 24 Jun 2019, 12h03 - Publicado em 24 Jun 2019, 11h17

A Rússia e seus parceiros tomarão medidas para rebater a ameaça de novas sanções dos Estados Unidos contra o Irã, disse o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, nesta segunda-feira, 24.

Segundo as agências de notícia estatais Tass e RIA, Ryabkov não especificou quais serão as medidas tomadas por Moscou como forma de retaliação.

Ryabkov disse ainda que a imposição de sanções pelos Estados Unidos agravaria as tensões no Oriente Médio, e que Washington deveria buscar o diálogo com Teerã antes de impor novas medidas punitivas.

No sábado, dois dias após a destruição de um drone americano por um míssil iraniano na região do Golfo, o presidente Donald Trump afirmou que “grandes sanções adicionais” contra Teerã seriam anunciadas nesta segunda.

Continua após a publicidade

O presidente americano também disse ter cancelado no último momento bombardeios que havia programado contra o Irã em represália. No mesmo dia, a imprensa americana noticiou uma série de ataques virtuais contra sistemas de lançamento de mísseis e uma rede de espionagem iraniana.

‘Impacto mínimo’

Apesar da reação russa, o governo iraniano minimizou o impacto das novas sanções americanas prometidas para esta segunda, estimando que os Estados Unidos já fizeram tudo o que é possível para punir a república islâmica economicamente.

As novas sanções econômicas que Washington se prepara para anunciar “não terão resultado”, assegurou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi.

“Existem realmente sanções que os Estados Unidos não impuseram ao nosso país e à nossa nação recentemente ou nos últimos 40 anos?”, questionou durante uma coletiva de imprensa em Teerã.

Continua após a publicidade

“Nós realmente não sabemos quais são (as novas sanções), nem onde eles querem atingir, mas estimamos que não terão resultados”, disse Mussavi.

Diálogo

O representante especial dos Estados Unidos para o Irã, Brian Hook, visitou o Omã neste final de semana e estava a caminho da Europa para explicar a política americano aos aliados. Em um telefonema antes de sua chegada a Paris, ele disse a repórteres europeus que Trump estava disposto a sentar-se com o Irã para negociar.

Hook destacou, contudo, que Teerã deve aceitar discutir um novo acordo antes que as sanções sejam impostas. O representante se recusou a dar mais detalhes sobre as medidas prometidas pelo presidente americano.

As relações entre os dois países começaram a piorar no ano passado, quando os Estados Unidos abandonaram um acordo de 2015 entre o Irã e as potências mundiais projetado para conter o programa nuclear iraniano em troca da suspensão das sanções.

Continua após a publicidade

Como resultado, Washington restabeleceu, desde agosto de 2018, uma série de sanções econômicas punitivas contra Teerã como parte de uma campanha de “pressão máxima”. Trump chegou a prometer ao Irã as sanções mais “duras” da história.

As primeiras sanções americanas contra o Irã datam de 1979, em resposta à tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, dez meses após a vitória da Revolução Islâmica.

(Com Reuters e AFP)

Publicidade