Rússia ameaça considerar Reino Unido parte da guerra na Ucrânia
Declaração ocorre após relatos de que drones fabricados pelos britânicos foram usados em ataques de longo alcance contra alvos russos
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira, 18, que Moscou tem o direito de considerar o Reino Unido parte da guerra na Ucrânia caso seja comprovado o envolvimento direto de Londres em ataques contra o território russo.
A declaração ocorre após o jornal The Times noticiar, no sábado, 15, que drones fabricados pelo Reino Unido teriam sido utilizados em ofensivas ucranianas de longo alcance. Segundo a publicação, seria a primeira vez que equipamentos britânicos desse tipo teriam sido empregados em operações contra a Rússia. O Ministério da Defesa britânico não confirmou o uso dos drones nas ofensivas.
Em comunicado, a embaixada russa no Reino Unido acusou o governo britânico de aprofundar seu envolvimento no conflito por meio do fornecimento de drones a Kiev e advertiu que a atuação de Londres terá consequências. Moscou já havia acusado anteriormente especialistas britânicos de auxiliar a Ucrânia em operações contra alvos russos.
Londres, por sua vez, não sinalizou uma mudança em sua política de apoio a Kiev. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou nesta terça-feira que o Reino Unido continuará apoiando a Ucrânia “100%” e permanecerá ao lado do país durante a guerra.
Em junho, o governo britânico anunciou que forneceria 150 mil drones à Ucrânia até o fim de 2026. Londres sustenta que a ajuda militar é necessária para que Kiev se defenda da invasão russa.
A declaração de Lavrov vem no mesmo dia de uma das maiores ofensivas com drones contra Moscou desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Segundo o prefeito da capital, Sergei Sobyanin, 620 drones foram lançados contra Moscou e áreas próximas durante a madrugada. As forças russas afirmaram ter interceptado 180 deles na região.
A Ucrânia tem ampliado o uso de drones de longo alcance para atingir refinarias, instalações logísticas e outros alvos estratégicos dentro da Rússia. A ofensiva desta terça-feira também atingiu outras áreas sob controle russo, incluindo a Crimeia, península ucraniana anexada por Moscou em 2014.







