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Rússia ameaça atacar instalações militares do Reino Unido

Kremlin diz que governo britânico está 'brincando com fogo' ao fornecer tecnologia para Ucrânia produzir mísseis avançados

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2026, 10h14 | Atualizado em 27 ago 2026, 12h01
Rússia ameaça atacar instalações militares do Reino Unido Priorizar nos meus resultados Google

A Rússia alertou nesta quinta-feira, 27, que instalações militares britânicas se tornariam alvos legítimos se o Reino Unido fornecer tecnologia de mísseis à Ucrânia.

A ameaça veio depois de o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciar nesta semana que compartilharia com o país de Volodymyr Zelensky os projetos necessários para fabricar o míssil Scalp — uma versão francesa do míssil de cruzeiro britânico Storm Shadow —, permitindo que Kiev trabalhe com a França para produzir sua própria versão do armamento.

“Como temos reiterado, o envio de quaisquer contingentes militares estrangeiros para a Ucrânia que obstrua a operação militar especial e a obtenção de uma solução sustentável é categoricamente inaceitável, e tais contingentes se tornarão alvos militares legítimos”, declarou Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Ela alertou que tanto o Reino Unido como a França estavam “brincando com fogo” e declarou que Moscou responderia a ataques realizados com armas britânicas mirando quaisquer instalações militares britânicas na Ucrânia e além de suas fronteiras.

“A responsabilidade por isso recairá sobre os políticos ocidentais que optaram por uma nova escalada”, disse a diplomata.

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Zakharova também criticou os exercícios militares conjuntos previstos para outubro e novembro, anunciados pela “Coalizão dos Dispostos” em países da União Europeia que fazem fronteira com a Ucrânia. A porta-voz afirmou que as manobras são “mais um passo rumo a um envolvimento ainda maior da Otan”, a aliança militar ocidental que Vladimir Putin vê como uma ameaça existencial, na guerra que tomou o Leste Europeu há mais de quatro anos.

Na semana passada, o Kremlin já havia acusado o governo britânico de dificultar as negociações de paz ao fornecer à Ucrânia informações necessárias para a produção de mísseis.

“O Reino Unido está, de forma metódica e regular, atiçando o fogo e tramando esquemas para impedir até mesmo o mínimo progresso no processo de paz”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, acrescentando que Moscou atacaria e “destruiria” as instalações de produção do míssil na Ucrânia.

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‘Arma secreta’ e ajuda

O modelo de míssil em questão, chamado de Storm Shadow pelos britânicos e Scalp pelos franceses, foi desenvolvido em uma parceria entre as duas nações europeias.

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O míssil de cruzeiro já é utilizado no campo de batalha contra alvos militares russos, sobretudo contra instalações protegidas e fortificadas, como bunkers e centros de comando – uma tarefa quase impossível para os drones mais leves que Kiev vem usando para atingir alvos expostos, como refinarias de petróleo e depósitos.

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A autorização para produção em solo ucraniano, no entanto, não resolve problemas de uma vez, já que o país ainda depende de aliados para armas mais complexas, sobretudo sistemas de defesa, como o Patriot americano – Washington, no entanto, reduziu seus estoques após o uso de grande quantidade de interceptadores durante o conflito com o Irã e tem demonstrado resistência em ampliar os envios.

Na segunda-feira, 24, ao passo que lideranças do velho continente viajaram a Kiev enquanto o país celebrava o 35º aniversário de sua independência, a União Europeia (UE) anunciou um novo pacote de ajuda de 6,1 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões).

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A ajuda é parte de um empréstimo de 90 bilhões de euros concedido a Kiev. Mais da metade do montante será destinada à assistência militar, incluindo o reforço da defesa aérea, além da aquisição de mísseis e munições.

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A Comissão Europeia justificou a liberação do valor afirmando que o fortalecimento das defesas ucranianas se tornou cada vez mais urgente. Segundo o bloco, a Rússia realizou quase 400 ataques com mísseis apenas em julho.

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