Rússia acusa Ocidente de fabricar denúncia por venda de armas a cartéis da América Latina
Moscou alega que armamentos russos coletados na Ucrânia serão implantados em países latino-americanos para incriminar o Kremlin
O Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR) denunciou, na segunda-feira 17, que uma “agência de inteligência de um país ocidental” prepara uma acusação falsa contra o governo de Vladimir Putin sobre venda de armas russas a cartéis de drogas da América Latina.
Segundo o SVR, o objetivo da acusação seria “prejudicar as relações construtivas da Rússia com os países da região e levar os governos latino-americanos a apoiar políticas russofóbicas do Ocidente”.
“O serviço de inteligência de um dos países ocidentais, em coordenação com seus capangas ucranianos, pretende montar mais um espetáculo antirrusso (…) e planeja acusar a Rússia de realizar fornecimentos ilegais de armas a cartéis de drogas e outras organizações criminosas na Venezuela, na Colômbia e no México“, afirmou o Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia em comunicado, sem citar qual seria a agência de inteligência ou o país.
O órgão russo alegou ainda que armas russas estariam sendo coletadas em território ucraniano durante a guerra para serem implantadas em países da América Latina. Além disso, “materiais de áudio”, vídeos e uma documentação estariam sendo forjados para a suposta acusação contra a Rússia.
Operações militares dos EUA
A declaração russa ocorre enquanto os Estados Unidos planejam ampliar para a terra firme a campanha militar contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, afirmou na semana passada que Washington trabalha com Colômbia, Equador e outros parceiros para realizar operações contra grupos considerados terroristas pelo governo de Donald Trump.
O anúncio representa uma possível expansão da estratégia americana, que desde setembro do ano passado vem realizando ataques contra supostas embarcações utilizadas por narcotraficantes em águas internacionais. Segundo o governo dos Estados Unidos, as operações já deixaram pelo menos 215 mortos no Caribe e no Pacífico.
“Será o mesmo efeito em terra”, afirmou Hegseth. Segundo ele, os Estados Unidos pretendem atuar “onde quer que” organizações do narcotráfico operem e atinjam interesses americanos ou de seus aliados.







