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Ruídos não vieram de submarino desaparecido, afirma Marinha

Buscas pela embarcação militar chegam a estágio crítico em dia que pode marcar o limite de oxigênio disponível para a tripulação

Por Da redação Atualizado em 21 nov 2017, 17h08 - Publicado em 21 nov 2017, 13h11

A Marinha da Argentina descartou a possibilidade de que ruídos registrados na segunda-feira tenham sido emitidos pelo submarino ARA San Juan, desaparecido há seis dias com 44 militares a bordo. “Pode ter sido um barulho da vida marinha”, disse em comunicado o porta-voz militar, Enrique Balbi, que eliminou a hipótese de o som ter vindo da embarcação, adicionando que “o ruído não corresponde a um padrão que possa ser interpretado como código Morse”.

As buscas pelo submarino entram em uma fase crítica nesta terça-feira. Caso a embarcação esteja sem condições de emergir, o estoque de oxigênio disponível seria suficiente para manter a tripulação viva por até sete dias — nessa hipótese, restariam atualmente menos de 24 horas de oxigênio para os tripulantes

  • Balbi também descartou que as sete tentativas de contato registradas pela Marinha na manhã do sábado tenham sido feitas pelo ARA San Juan e assegurou que as chamadas foram realizadas por um navio operando na mesma frequência utilizada pelo submarino.

    Mapa mostra local onde o submarino argentino ARA San Juan desapareceu. André Fuentes/VEJA.com

    Ao todo, dez países participam das operações de busca pelo submarino – entre eles o Brasil, que enviou à Argentina dois aviões e três embarcações, Chile, Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha. Ao contrário dos últimos dias, quando ondas de até 10 metros foram regiradas em alto-mar, melhores condições climáticas são previstas para esta terça-feira.

    O ARA San Juan fez seu último contato na manhã do dia 15 quando ia de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, a Mar del Plata, cerca de 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires. Nessa mesma manhã, o capitão do submarino havia reportado uma avaria nas baterias da embarcação. Especialistas consultados pelo jornal argentino La Nación indicam que a zona marítima onde o veículo aquático pode ter desaparecido tem cerca de 700 metros de profundidade.

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