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Ruanda planeja expulsar 75.000 refugiados burundineses

O governo de Ruanda anunciou nesta sexta-feira que realocará em outros países os cerca de 75.000 refugiados burundineses que chegaram ao país para fugir da onda de violência que o Burundi vive desde a reeleição fraudulenta de seu presidente, Pierre Nkurunziza.

Segundo justificou a ministra ruandesa de Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, os “interesses políticos” que foram criados em torno dos refugiados burundineses “são inaceitáveis”. O governo de Ruanda foi reiteradamente acusado de treinar os refugiados burundineses para que tirassem Nkurunziza do poder.

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A ministra, que ressaltou a inconveniência de receber refugiados de um país com o qual compartilha fronteira, trabalhará “estreitamente” com seus “parceiros internacionais” para tirá-los dos campos que ocupam em diferentes cidades de Ruanda.

Burundi está imerso em uma grave crise que explodiu em abril do ano passado quando seu presidente anunciou que concorreria pela terceira vez às eleições, o que é proibido pela Constituição e viola os acordos que acabaram com uma longa guerra civil em 2005.

Nkurunziza foi reeleito em julho, em pleito que a comunidade internacional considera fraudulentos, o que não impediu que o presidente se mantenha em seu cargo.

Segundo a ONU, além das mais de 400 pessoas que foram assassinadas durante esta crise política, 237.000 tiveram que fugir do país.

(Com EFE)