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Rompimento de dique leva a retirada de 4 mil moradores em Campos, no RJ

Por Da Redação 5 jan 2012, 12h13

Rio de Janeiro, 5 jan (EFE).- O rompimento de um dique no bairro de Três Vendas, no município de Campos, no Norte do estado do Rio de Janeiro, levou a Defesa Civil a remover 4 mil moradores dessa região nesta quinta-feira.

As fortes chuvas dos últimos dias provocaram na madrugada de quarta-feira a ruptura de parte do dique que protege Campos das cheias do rio Muriaé, segundo a Defesa Civil. Sem o muro de contenção, as águas inundaram totalmente o bairro.

Os voluntários da Defesa Civil começaram nesta quinta-feira uma operação para retirar a população e abrigá-la provisoriamente em alojamentos improvisados em escolas e ginásios públicos.

‘Pedimos ajuda ao Exército para retirar toda a população de Três Vendas, isso tem que ser feito o mais rápido possível’, afirmou o secretário de Defesa Civil em Campos, Henrique Oliveira.

‘A situação já é caótica na região e o mais provável é que a água, que continua subindo, inunde tudo rapidamente’, acrescentou.

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O rompimento do dique também obrigou as autoridades a interromperem o trânsito na BR-356, que liga Campos ao município fluminense de Itaperuna.

O incidente agravou a situação de emergência provocada pelas chuvas em Campos, onde a cheia do rio Paraíba do Sul, cujas águas estão três metros acima do nível normal, obrigou 600 pessoas a deixarem suas casas.

Até o momento, seis municípios fluminenses declararam situação de emergência pelas inundações e os deslizamentos de terra provocados pelas chuvas.

A região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde estão as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, foi a mais afetada pelas chuvas de janeiro do ano passado, que deixaram mais de 900 mortos, na maior tragédia natural do país.

Já as chuvas deste ano atingiram principalmente Minas Gerais, onde 71 cidades declararam situação de emergência e oito pessoas morreram.

Segundo a Defesa Civil, as chuvas das últimas semanas afetaram cerca de 2,1 milhões de pessoas em 123 municípios de Minas Gerais, das quais 10 mil tiveram de abandonar suas casas. EFE

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